Com pedidos de justiça, adolescente de 15 anos atropelado em Maceió é sepultado
Ruan Wilson de Lima Silva foi atingido pelo veículo na parte alta de Maceió
O adolescente Ruan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, que morreu após ser atropelado por um carro, foi velado nesta quinta-feira (27), na cidade de Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas. O momento foi marcado por comoção, homenagens e pedidos de justiça.
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O sepultamento do jovem foi realizado no cemitério Campo Santo Parque do Agreste, também em Palmeira dos Índios.
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Emocionado, o pai de Ruan, o lutador de MMA e atleta de jiu-jitsu Pedro Wilson, relembrou o último momento que teve com o filho. "Eu estava com ele. Treinamos musculação juntos, levei ele em casa, ele trocou de roupa, comemos em uma padaria e deixei ele na aula de matemática. Às 20h15, ele já estava na casa da mãe dele. Ele pediu à mãe para dar uma volta de bicicleta", contou.
O jovem foi atingido pelo veículo em um trecho da Avenida Durval de Góes Monteiro, na parte alta de Maceió. Segundo Pedro, o motorista apresentava sinais de embriaguez e afirmou que não tinha visto o rapaz, já que a via estava escura. Além disso, o condutor teria ultrapassado o sinal vermelho.


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"Quando ele [motorista] quis, três horas depois, ele foi na delegacia de flagrantes. E lá tem o informe policial, dizendo somente isso: 'Eu fui passando pela Duval de Góes Monteiro, a rua estava escura, não avistei o Ruan e colidi'. Depois voltou pra casa tranquilo, como se nada tivesse acontecido", revelou Pedro.

Ainda em entrevista à TV Gazeta, o lutador pediu justiça pelo filho. "Peço à Secretaria de Segurança Pública, ao delegado-geral de Polícia Civil e ao comando-geral do Batalhão da Polícia Militar de Alagoas. Eu peço um apelo aos senhores, se seu filho com 15 anos que tivesse a vida tirada e o senhor estivesse sepultando o seu filho, seria diferente. Você ia fazer justiça (sic)."
Também presente no sepultamento, o primo de Ruan, Wallyson Guilherme, relembrou como o adolescente tratava as pessoas e era querido por todos que o conheciam.
"Ele era um cara muito alegre, fazia muitas piadas para todos rirem. Fazia muita brincadeira, jogava bola, brincava com a gente. O clima podia estar muito ruim, quando ele chegava, alegrava com suas piadas. Ruan tinha apenas dois sonhos que ele queria muito realizar: morar em uma fazenda e andar de cavalo", disse o primo.
Wallyson Gomes também contou que tinha Ruan como irmão. "Agora só resta a saudade, o que nunca vai se curar no meu coração por ter perdido um irmão tão cedo (sic)", finalizou.
