Cabo Bebeto pode cumprir prisão disciplinar em casa, diz comandante da PM
Deputado estadual eleito teve prisão decretada pelo comandante da Polícia Militar por ter abandonado serviço
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Sampaio, declarou àGazetawebque o Cabo Bebeto (PSL) poderá cumprir a prisão administrativa em casa ou terá a punição por transgressão disciplinar apenas inserida na ficha funcional.
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A medida deve-se ao fato de não existir verba de alimentação para recolhidos que cumprem prisão administrativa, segundo informou o comandante-geral.
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"Ele foi eleito e foi afastado dos quadros da Polícia Militar, então está sob a responsabilidade da diretoria de pessoal da corporação. Será vista uma forma de cumprimento dessa reprimenda disciplinar. O diretor de pessoal deve estabelecer a forma e o local de cumprimento. Fica complicado ele ficar no quartel sem se alimentar", disse o comandante-geral da PM, Marcos Sampaio.
Cabo Bebeto pode recorrer ainda administrativamente. "Como hoje a gente não tem a verba de alimentação para o preso, já que a lei não prevê isso, indo apenas para o policial de serviço que não é o caso dele, aí a gente vai ver a forma como isso vai ser cumprido, se na residência ou se vai só para a ficha dele. Sem verba alimentação que não está disponível para cumprimento de prisão domiciliar, essa questão é um problema", explica o comandante-geral da PM.


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Ao final de um procedimento disciplinar da Polícia Militar, a prisão do deputado estadual eleito foi decretada. Ele teve mais de 30 mil votos nas eleições. A medida como punição se dá em virtude de o militar ter "abandonado, sem ordem do superior, o posto e o serviço que lhe cumpria executar, sendo estes serviços de Comandante de Guarnição da ROCOM 2 e de Permanência ao PM BOX da Pajuçara, respectivamente". O fato ocorreu em 2015. O despacho com a ordem de prisão é assinado pelo comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio.
"Que fique claro que eu não estou punindo o deputado, mas o cabo da Polícia Militar porque quando ele cometeu a transgressão ele era cabo do batalhão e isso, para a corregedoria, foi um fato grave abandonar o serviço", finalizou Sampaio.
