Audiência sobre morte de agente penitenciário é adiada para julho
Segundo a o juiz do caso, três testemunhas de acusação não compareceram ao local do julgamento
A audiência que aconteceria na tarde desta segunda-feira (30), no Fórum de Maceió, no bairro Barro Duro, sobre a morte do agente penitenciário Joab Nascimento de Araújo Júnior, 30, assassinado no ano passado por militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi adiada. Segundo o juiz John Silas, apenas uma das quatro testemunhas de acusação compareceram ao local.
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Ainda de acordo com o magistrado, as testemunhas mudaram de endereço, mas chegaram a ser interrogadas pela Corregedoria da Polícia Militar. "Agora, vou solicitar o paradeiro dessas pessoas, para que todas elas estejam presentes na próxima audiência", informou.
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O juiz do caso também reforçou que Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública não devem designar um dos militares investigados para patrulhamento nas ruas. O cabo PM - que disparou contra o agente, sob a alegação de que este teria sacado uma arma de fogo em um bar da capital - devolva a arma em sua posse para o batalhão, sendo submetido a acompanhamento psicológico disponibilizado pela PM.
"Eu já havia feito esta solicitação, porém, seu advogado alegou não ter conhecimento da decisão anterior. Por isso, a solicitação ao Comando Geral da PM e à Secretaria de Segurança", disse o magistrado.


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De acordo com os advogados dos militares, Leonardo de Moraes e Napoleão Júnior, apenas a dona do bar em que Joab Nascimento foi morto esteve no Fórum. "As demais não foram intimidas. Por isso, serão ouvidas na próxima audiência, marcada para o dia 04 de julho", afirmaram os advogados.
"O ano passado foi de sofrimento, e este ano será de batalha. Meu Deus é grande e eu acredito na vitória, mas fico chocado com o aparato policial que aqui esteve, como se quisessem nos intimidar. Como sargento reformado da Polícia Militar, nunca compareci em audiências fardado, salvo quando testemunhei contra pessoas que prendi. Quero justiça", desabafou Joab Nascimento, pai da vítima.
Entenda o caso
O agente penitenciário Joab Nascimento foi baleado durante abordagem de guarnição do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em maio de 2015, em um bar localizado no centro de Maceió.
Segundo a polícia, a guarnição se dirigiu ao estabelecimento após duas mulheres denunciarem que dois homens estavam tentando aliciá-las, portando armas de fogo. No local, os militares revistaram todos os presentes, mas Joab teria resistido, ocasião em que foi baleado e socorrido, em estado grave, ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde veio a óbito dias depois.
