Ativista social e defensora das mulheres: quem era a mulher trans assassinada em Coqueiro Seco
Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital foi candidata a vereadora em 2024 e morta a tiros
A morte de Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital, de 34 anos, interrompeu a trajetória de uma mulher que se apresentava publicamente como ativista social, militante trans e defensora das mulheres. Natural de Coqueiro Seco, Região Metropolitana de Maceió, ela também disputou uma vaga na Câmara Municipal nas eleições de 2024.
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Paolla foi assassinada a tiros na noite de quinta-feira (22), em Santa Luzia do Norte. O corpo foi encontrado na Rua Tiradentes, no Centro do município, em frente ao local conhecido como “Beco Sem Saída”. Segundo informações da Polícia Civil de Alagoas, a vítima apresentava pelo menos duas lesões provocadas por disparos de arma de fogo.
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A Polícia Civil investiga a morte de Paolla como homicídio qualificado.
Nas redes sociais, Paolla destacava o envolvimento com pautas sociais e a defesa dos direitos das mulheres. Em seu perfil no Instagram, ela se descrevia como ativista social, militante trans e defensora das mulheres.


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Ela também se identificava como presidente do MDB Diversidade em Coqueiro Seco e demonstrava ligação com o município onde nasceu, que definia como sua terra natal.
A atuação pública de Paolla reunia, assim, referências à participação política, à representatividade LGBTQIA+ e à defesa de pautas sociais.

Candidatura a vereadora em 2024
Paolla concorreu a uma vaga de vereadora em Coqueiro Seco nas eleições municipais de 2024, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com o nome de urna Paolla Araújo.
De acordo com os resultados oficiais da Justiça Eleitoral, ela recebeu 87 votos e ficou na lista de suplentes do partido.
A candidatura representou uma participação direta na disputa por espaço na política municipal, em uma trajetória na qual ela também destacava a militância trans e a atuação social.
O que se sabe sobre o assassinato
A Polícia Civil informou que as primeiras diligências foram realizadas pela equipe da Unidade de Atendimento de Local de Crime 2 (UALC 2), sob a coordenação do delegado Victor Freitas.
Conforme informações divulgadas pela corporação, a principal hipótese investigativa é de que o homicídio esteja relacionado a conflitos ligados ao tráfico de drogas na região. Informações preliminares também apontaram um possível envolvimento da vítima com o comércio de entorpecentes.
A Polícia Civil ressaltou que, até o momento, não identificou indícios de motivação política ou de que o crime tenha sido motivado por questões de gênero ou transfobia.
As circunstâncias do assassinato continuam sendo investigadas, e a polícia trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e identificar os responsáveis.

