Trump fala em retirar Síria de lista dos patrocinadores de terrorismo
Promessa de Donald Trump ocorreudurante encontro com o presidente interino da Síria às margens da cúpula da Otan na Turq

O presidente sírio interino, Ahmed al-Sharaa, saiu da reunião com Donald Trump durante da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com uma boa notícia.
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No encontro, realizado nesta quarta-feira (8/7), o líder dos Estados Unidos disse que pode retirar a Síria da lista norte-americana de nações patrocinadores do terrorismo — uma das últimas barreiras para a reinserção total do país na comunidade internacional.
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“Eu acho que sim”, respondeu o presidente dos EUA sobre a possibilidade de remover a designação contra a Síria. “Por que eu não faria isso? Ele [al-Sharaa] fez um ótimo trabalho”, acrescentou.
A Síria faz parte da lista de Estados patrocinadores do terrorismo desde 1979. À época, o país era governado por Hafez al-Assad, que foi sucedido por um dos filhos, Bashar al-Assad, após sua morte em 2000.


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Entre as punições previstas para nações alvos de tais designações estão a proibição do envio de ajuda dos EUA, proibição de vendas de armas, controles de exportações e restrições financeiras.
Ahmed al-Sharaa disse que a decisão é “bem recebida” pelo povo sírio, e afirmou que o atual governo colocou o país “no caminho certo”.
Caso se concretize, a mudança norte-americana será mais um aceno positivo da administração Trump ao governo interino da Síria.
Em 2025, o presidente dos EUA havia assinado uma ordem que retirou sanções econômicas contra o país. Além disso, o nome do presidente sírio também foi removido da lista de recompensa dos EUA por informações sobre criminosos.
Ahmed al-Sharaa fez parte dos procurados pelo Programa de Recompensas por Justiça até o fim de 2024, quando uma ofensiva do grupo armado que liderada, o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), derrubou o ex-presidente Bashar al-Assad.
O atual líder sírio era procurado por chefiar o Jabhat al-Nusra, braço armado da Al-Qaeda na Síria.
A reunião entre os dois presidentes ocorreu após uma visita surpresa de Ahmed al-Sharaa na Turquia, sede da cúpula da Otan deste ano. Lá, o líder sírio ainda se reuniu com uma delegação do Congresso dos EUA, o enviado de Trump especial de Trump para a Síria, Tom Barrack, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
