Trump confirma que ataque dos EUA matou chefe da Al-Qaeda no Iêmen
Terrorista morto havia reivindicado autoria do ataque a tiros a uma base militar na Flórida, no fim do ano passado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (6) que o chefe da organização terrorista Al-Qaeda no Iêmen, Qassim al-Rimi, morreu em um ataque ordenado pela Casa Branca.
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Trump não deu detalhes, mas a imprensa norte-americana diz que a ofensiva ocorreu na semana passada por meio de drones - semelhante à ação que matou o general iraniano Qassem Soleimani, em janeiro. Uma outra liderança da al-Qaeda, que não teve o nome revelado, também morreu na operação.
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Em comunicado, Trump diz que al-Rimi se alistou à Al-Qaeda na década de 1990, e atuou ao lado do terrorista Osama bin Laden. "Com Rimi, a Al-Qaeda cometeu violência imoral contra civis no Iêmen e procurou conduzir e inspirar vários ataques contra os Estados Unidos e nossas forças", diz o comunicado.
O braço da Al-Qaeda liderado por al-Rimi reivindicou autoria do atentado a tiros a uma base militar na Flórida no fim do ano passado. Na ocasião, um piloto saudita que treinava no local abriu fogo em uma sala de aula e matou três militares norte-americanos, antes de ser morto pelas forças de segurança.


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Quem era al-Rimi?
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", os Estados Unidos monitoravam al-Rimi como um possível sucessor de Ayman al-Zawahiri - chefe das operações estratégicas da organização terrorista.
O jornal relata que al-Rimi e outros integrantes da Al-Qaeda na Península Arábica escaparam de uma prisão iemenita em 2006 e iniciaram ataques a dutos de óleo e gás na região rica em petróleo. Em 2015, ele assumiu a liderança do grupo após um ataque com drones deixar morto o então chefe da facção local, Nasir al-Wuhayshi.
