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Trump ameaça tarifa de 100% sobre o Canadá em caso de acordo com a China

Em postagem nas redes sociais, presidente dos EUA disse que não permitirá que país vizinho se torne "porto de entregas" de Pequim para o território americano


				Trump ameaça tarifa de 100% sobre o Canadá em caso de acordo com a China
Em postagem nas redes sociais, presidente dos EUA disse que não permitirá que país vizinho se torne "porto de entregas" de Pequim para o território americano. — Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar tarifas de 100% sobre todas as importações canadenses em caso de acordo do país vizinho com a China.

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Em postagem na rede social Truth Social, Trump afirma que os chineses "comerão o Canadá vivo" e que não permitirá que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, torne o país vizinho um "porto de entrega" da China para os EUA.

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O republicano completa dizendo que o país asiático destruirá os "negócios, tecido social e modo de vida em geral" do Canadá e que aplicará imediatamente a tarifa adicional de 100% sobre os produtos canadenses em caso de acordo com Pequim.

Em 16 de janeiro, Carney já havia anunciado a redução de tarifas e a formalização de novos acordos comerciais e de investimentos com Pequim após encontro com o presidente chinês Xi Jinping.

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A semana teve outros momentos de atrito entre Canadá e Estados Unidos. O presidente Donald Trump anunciou na sexta-feira (23) a retirada do convite aos canadenses para integrar o Conselho de Paz criado por ele.

O professor de relações internacionais da China Foreign Affairs, Marcus Vinicius de Freitas, afirmou em entrevista à CNN Brasil que a mudança também foi motivada pela viagem à China do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

O especialista destacou que a aproximação entre Canadá e China representa um incômodo geopolítico para os EUA. "Uma das coisas que ele não gostaria de ver é uma proximidade maior entre Pequim e Canadá na sua fronteira. É a mesma coisa que se os mexicanos fizessem alguma movimentação nesse sentido", afirmou Freitas.

Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o premiê canadense disse durante discurso que os americanos eram "boa conexão", mas que parcerias com outros países e blocos econômicos emergentes também eram importantes, citando a China, Índia, Tailândia e o Mercosul.

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