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Treze pessoas morrem afogadas na França enquanto população busca alívio para onda de calor na Europa

Milhares de escolas na França fecharam ou alteraram seus horários nesta segunda-feira (22)


				Treze pessoas morrem afogadas na França enquanto população busca alívio para onda de calor na Europa
JOEL SAGET / AFP

Três idosos morreram devido às temperaturas extremas que atingiram ‌a França, e 13 banhistas morreram afogados ao tentarem escapar de uma onda de calor que se espalhou pela Europa, onde as autoridades emitiram alertas para os próximos dias.

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Milhares de escolas na França fecharam ou alteraram seus horários nesta segunda-feira, e meteorologistas no Reino Unido previram que as temperaturas poderiam bater recordes para o mês de junho nesta semana.

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"Estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de tempo muito, muito quente. Não sabemos quando as temperaturas começarão a cair", disse a ministra da Saúde da França, ⁠Stephanie Rist, no canal de TV TF1.

"Nadem apenas em locais supervisionados", disse o porta-voz do Serviço de Segurança Civil da França, Jérôme ‌Boulanger, após relatar os afogamentos ocorridos entre domingo e esta segunda-feira. Mortes do tipo aumentaram 58% na França no ano passado, quando banhistas tentavam se refrescar.

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Três idosos, com idades entre 80 e 95 anos, morreram no fim de semana na região de ‌Bordeaux em consequência de problemas de saúde causados pela atual onda de calor ‌na França, informou a autoridade local Sophie Brocas à France TV no final da noite de domingo.

A agência meteorológica Meteo ⁠France informou que 49 regiões administrativas estão sob alerta vermelho de onda de calor.

Um relatório de abril da Organização Meteorológica Mundial constatou que a Europa está se aquecendo a um ritmo mais do que o dobro da média global.

De acordo com o Reuters Climate Monitor, nesta segunda-feira a Europa era o continente mais distante de sua média histórica, com previsão de temperaturas atingindo uma média de 24 graus Celsius, 4,1 °C acima do considerado típico no período de 1961 a 1990.

A onda de calor que afeta grande ‌parte da Europa é conhecida como "bloqueio Omega" porque assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente no meio ‌e ar mais frio em ambos os lados, ⁠explicou Clair Barnes, pesquisadora associada ⁠especializada em fenômenos climáticos extremos no Imperial College, em Londres.

"Ele está atraindo ar quente do Norte da África, do Saara, e é por isso ⁠que estamos enfrentando esse calor realmente intenso. Ele se move muito lentamente, o ‌que significa que praticamente não há vento, ‌nem brisa para dar um alívio", disse ela.

As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as temperaturas e causando mais chuvas, acrescentou.

EUROPA

O Met Office, serviço nacional de previsão do tempo do Reino Unido, informou nesta segunda-feira que uma onda de calor de quatro dias poderá elevar as temperaturas no país acima ⁠de 39 °C em alguns locais, quebrando facilmente o recorde para junho de 35,6 °C estabelecido em 1957 e 1976.

"Trinta e seis graus vai ser insuportável", disse o cientista de dados Lewis Jennings, enquanto caminhava pelo centro de Londres.

Na Espanha, a agência meteorológica estatal Aemet emitiu um alerta vermelho para o País Basco, na região norte do país, normalmente mais fria, com a temperatura em San Sebastián prevista para atingir 40 °C, mais do que o dobro da média ‌histórica da cidade para 22 de junho, de acordo com o Reuters Climate Monitor.

"Estamos observando temperaturas entre 5 e 10 graus acima do normal para esta época do ano e, em algumas áreas do norte, até mais de 10 graus acima ⁠da média", disse Rubén del Campo, porta-voz da Aemet.

Nesta segunda-feira, a Itália emitiu alertas vermelhos de onda de calor para 12 cidades, incluindo Milão, Turim, Veneza, Bolonha, Florença e Roma.

A Cruz Vermelha de Milão informou que está convidando idosos e pessoas com problemas de saúde a visitarem seu centro de refrigeração, onde painéis solares alimentam o ar-condicionado.

A concessionária local Iren dobrou os turnos dos funcionários e instalou geradores para lidar com cortes esporádicos de energia em Turim, já que a rede elétrica está sobrecarregada, disse um porta-voz.

Aves como andorinhões, andorinhas, pardais e estorninhos, que fazem seus ninhos nos beirais dos telhados, têm sido particularmente afetadas pelas temperaturas anormalmente altas, disse Romaine de Jaegere, bióloga e fundadora do Centro de Reabilitação de Animais que Vivem na Natureza, em Temploux, na Bélgica.

"As temperaturas nos telhados podem, às vezes, chegar a 50, ou até 60 graus Celsius. Por isso, eles preferem pular a morrer e literalmente cozinhar em seus ninhos", disse De Jaegere, acrescentando que o abrigo recebeu 150 animais nos últimos três dias.

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