Sauditas preveem ataque em duas frentes por aliados do Irã, diz fonte
Ofensiva de milícias iraquianas e Houthis poderia ter como objetivo atrapalhar esforços diplomáticos

A Arábia Saudita prevê ataques coordenados iminentes por parte de milícias do Iraque ao norte do país e dos Houthis do Iêmen, vindos do sul, sob a supervisão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, afirmou uma autoridade graduada saudita.
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A fonte, que falou sob condição de anonimato, disse na noite de quinta-feira (6) que relatos de inteligência da Arábia Saudita, dos Estados Unidos e de outros países da região indicavam que alvos civis e econômicos poderiam ser atingidos, incluindo infraestrutura energética, portos e aeroportos.
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A Arábia Saudita havia observado a movimentação de drones e mísseis, sugerindo operações coordenadas de ambas as direções, e estava preparada para tomar todas as medidas necessárias para responder a “qualquer agressão”, destacou a autoridade.
O raro alerta ressalta como o reino do Golfo tem se tornado alvo do conflito regional nas últimas semanas.


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O país enfrentou ataques dos Houthis iemenitas e de milícias iraquianas e, no final de julho, realizou ataques em conjunto com o Comando Central dos EUA contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque, após culpá-los por ataques com drones às suas instalações petrolíferas.
As milícias iraquianas afirmaram que responderiam aos ataques sauditas.
Com a escalada das ameaças, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinarão um acordo de defesa conjunta em Meca nesta sexta-feira (7), segundo fontes a par do assunto, consolidando uma aliança entre três grandes potências muçulmanas sunitas.
A Reuters informou na semana passada que a Arábia Saudita avaliou que os houthis e as milícias iraquianas haviam atacado o país em conjunto, sob a supervisão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, a partir do Iraque.
A autoridade saudita afirmou que as ameaças relatadas eram “particularmente alarmantes”, já que o governo continua buscando a redução da tensão e uma solução negociada, acrescentando que os contatos com todas as partes, incluindo o Irã, e os esforços de mediação pareciam estar avançando “na direção certa”.
A fonte disse que os ataques planejados poderiam ter como objetivo atrapalhar esses esforços diplomáticos.
Autoridades regionais indicaram que os países do Golfo e o Irã estavam se aproximando de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz por meio de um arranjo temporário, com o objetivo de permitir negociações mais amplas para pôr fim à guerra no Irã.
