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Presidente afastado da Coreia do Sul deixa a prisão após quase dois meses

Lei imposta por ele restringia direitos civis e fecharia o parlamento, mas foi derrubada horas depois


				Presidente afastado da Coreia do Sul deixa a prisão após quase dois meses
Presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, faz um gesto do lado de fora do centro de detenção de Seul após sua liberação, em Uiwang, Coreia do Sul. Kim Hong-Ji/Reuters

O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, deixou a prisão neste sábado (8), de acordo com a agência de notícias Reuters, com base em informações de veículos sul-coreanos. Ele estava preso desde o dia 15 de janeiro acusado de insurreição.

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Na sexta-feira (7), a Justiça da Coreia do Sul havia suspendido o mandado de prisão contra Yoon. Os promotores poderiam recorrer da decisão, na tentativa de manter o presidente preso, mas desistiram, segundo a agência.

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Yoon permanece suspenso de suas funções. O caso criminal é separado de seu julgamento de impeachment, no qual o Tribunal Constitucional deve decidir nos próximos dias se o reintegra ou o remove de vez do cargo.

"Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao Tribunal Distrital Central pela coragem e determinação em corrigir a ilegalidade", disse Yoon em um comunicado.

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Os advogados dele afirmaram que a decisão do tribunal "confirmou que a detenção do presidente foi problemática", chamando a decisão de "início de uma jornada para restaurar o estado de direito".

Lei marcial e prisão

Em dezembro, ele publicou um decreto de lei marcial que restringia direitos civis e fecharia o parlamento, mas a medida foi derrubada horas depois da imposição.

No fim de janeiro, promotores da Coreia do Sul indiciaram o presidente afastado por insurreição, que é uma das poucas acusações criminais das quais um presidente no país não tem imunidade. O crime é punível com prisão perpétua ou morto, embora ninguém tenha sido executado por esse crime em décadas.

Desde que foi preso, Yoon estava em confinamento solitário. Ele foi detido no âmbito da investigação que apura as acusações de insurreição, após duas semanas de tentativas de prisão.

Ainda em dezembro, o Congresso aprovou a abertura de um processo de impeachment contra Yoon. Desde então, ele está afastado, e a Suprema Corte está analisando se ele deve perder o cargo de forma definitiva.

Os advogados de Yoon já tinham pedido aos promotores que libertassem o presidente afastado por entender que ele está preso ilegalmente.

Em uma audiência do Tribunal Constitucional em janeiro, Yoon e seus advogados argumentaram que ele nunca teve a intenção de impor totalmente a lei marcial, mas apenas pretendia que as medidas fossem um aviso para quebrar o impasse político.

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