ONG diz que líder do Estado Islâmico está morto; Pentágono não confirma

Abu Bakr al Bagdadi seria o líder número 1 do grupo terrorista

A ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, que acompanha a guerra na Síria, afirmou nesta terça-feira (11) que o líder supremo do Estado Islâmico, Abu Bakr al Bagdadi, está morto, de acordo com a France Presse. O governo dos Estados Unidos diz não ter informações que confirmem a morte.
Em 16 de junho, o Ministério Defesa da Rússia tinha afirmado que um ataque aéreo russo de 28 de maio pode ter matado Baghdadi em Raqqa, cidade no centro-norte da Síria que é o principal reduto do grupo terrorista no país.
O alvo deste bombardeio era um encontro de líderes do Estado Islâmico, do qual Baghdadi participaria. Na ocasião, a Rússia procurava confirmar a informação e a coalização não confirmou a informação.
Logo após a divulgação da informação pela ONG, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Twitter que houve uma "grande vitória contra o Isis".
Nascido Ibrahim al-Samarrai, al-Baghdadi é um iraquiano de 46 anos que rompeu com a Al Qaeda em 2013, dois anos após a captura e morte do líder do grupo, Osama bin Laden.
Ele cresceu em uma família religiosa, estudou teologia islâmica em Bagdá e se uniu à insurgência salafista jihadista em 2003, o ano da invasão dos EUA ao Iraque. Ele foi capturado pelos norte-americanos, que o soltaram cerca de um ano mais tarde por considerá-lo então um civil, não um alvo militar.
Em Mossul, al-Baghdadi se declarou "califa" (líder de todos os muçulmanos). O vídeo do líder do Estado Islâmico vestido com mantos clericais negros declarando seu califado, do púlpito da Grande Mesquita de Al-Nuri, é sua última imagem pública.