Mulheres ocupam 25% das vagas em parlamentos no mundo, aponta estudo
No Brasil, a porcentagem de mulheres na Câmara e no Senado é menor, de cerca de 14%
Nesta sexta-feira (6), a União Interparlamentar (UPI) informou que um quarto dos assentos nos parlamentos nacionais é ocupado por mulheres, o que representa um progresso no qual o continente americano se destaca.
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As mulheres representaram 24,9% dos parlamentares em 2019, mas este avanço perdeu força nos últimos anos, de acordo com a UPI, fundada em 1899.
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A porcentagem de deputadas brasileiras é de 14,8%. No Senado, mais baixa, de 13,6%.


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Nas Américas, as mulheres ocupam 31,3% dos assentos, enquanto a Europa está logo abaixo de 30%.
No mundo, quatro países alcançaram paridade absoluta: Cuba, Bolívia, Ruanda e Emirados Árabes Unidos.
Aumento de 24 pontos percentuais
Há 25 anos, o percentual mundial era de apenas 11,3%, e a meta era atingir um terço, enquanto hoje já se fala abertamente da paridade de 50% a 50%, recordou o secretário-geral da UPI, Martin Chungong, em entrevista coletiva dois dias antes do Dia Internacional da Mulher.
Em 2019, porém, o progresso em direção a essa meta diminuiu: a presença feminina nos parlamentos cresceu apenas 0,6%, contra um avanço de 0,9% no ano anterior.
A região do Pacífico tem os piores registros, com 19,4% das mulheres parlamentares. Três países, Micronésia, Papua Nova Guiné e Vanuatu, não contam com representação feminina em seus parlamentos.
