Metade dos países com coronavírus registrou o 1º caso nos últimos 10 dias
Doença se espalha cada vez mais rápido e, segundo especialistas, deve continuar a crescer
Depois da epidemia centralizada na China, o novo coronavírus (Sars-CoV-2) conseguiu ultrapassar fronteiras e nesta terça-feira (10) já havia chegado a 109 países. Metade deles apresentou o registro do primeiro caso apenas neste mês de março. O vírus surgiu em dezembro de 2019, com primeiro relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 21 de janeiro.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Situação pelo mundo:
Leia também
São 109 países afetados e a China;
Desses 109, 53 reportaram seus casos entre dezembro e 29 de fevereiro;


Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso

Denúncia anônima ajuda PM a apreender armas em Maceió

Goleiro do CSA, Wellerson desabafa após falha em empate com Jacuipense - 2/6/26

CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26
O restante, 56 casos (51%), tiveram suas primeiras infecções nos últimos 10 dias.
Jimmy Withworth é professor de Saúde Pública Internacional na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, na Inglaterra. Em entrevista ao G1, ele analisou as medidas restritivas dos países. Segundo ele, os casos devem continuar crescendo no Brasil e no mundo nas próximas semanas. Ainda é cedo para fazer uma previsão de fim do coronavírus.
"Epidemias são diferentes em cada país, as circunstâncias das epidemias em diferentes países são diferentes, os governos precisam decidir qual é a melhor coisa a ser feita e o que será aceitável para a população. Muita transparência sobre o que está acontecendo, quantos casos existem e onde estão, é muito importante para controlar algo como isso".
Nesta segunda-feira (9), a Itália resolveu implementar uma quarentena em todo o país. Withworth acredita que em cerca de três semanas devemos ver se a medida será efetiva ou não.
"É uma parceria entre o governo e a população. E cada um precisa fazer sua parte. O governo não consegue fazer isso sem que as pessoas concordem. E as pessoas devem fazer porque protege elas mesmas, os amigos delas, as famílias delas, e a vizinhança".
O professor avalia que é cedo para o Brasil e qualquer outro país da América Latina implementar uma medida tão restritiva, já que não há transmissão comunitária, quando as autoridades de saúde não conseguem rastrear de onde veio a contaminação. O caminho, segundo ele, é continuar detectando os casos e fazendo isolamentos locais.
"O Brasil está em um estado bem inicial. O país quantificou na semana passada 25 casos [atualmente, o número é 34], e é país que tem mais casos na América Latina, mas também é o maior país em território, então isso não é surpreendente. Agora é hora de isolar os casos e investigá-los, enquanto ainda são poucos. É provável que continuem crescendo, ainda mais se o isolamento não for bem feito".
Situação do coronavírus no Brasil
893 casos suspeitos, eram 930 caso na segunda-feira
34 casos confirmados, eram 25 no balanço anterior
780 casos descartados
5 pacientes estão hospitalizados
5 dos casos confirmados foram por transmissão local por contato próximo com pessoas que foram infectadas no exterior
Posição da OMS
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou nesta segunda (9) que a "ameaça de pandemia" pelo Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, é real.
"Agora que o novo coronavírus está presente em muitos países, a ameaça de uma pandemia tornou-se muito real", declarou Tedros. "Mas seria a primeira pandemia da história que poderia ser controlada. O ponto principal é: não estamos à mercê deste vírus", disse.
O diretor-executivo de programas de emergência da OMS, Michael Ryan, expressou uma posição parecida com o professor Withworth: para ele, os casos ainda devem crescer.
"Acho que ainda estamos no começo ou no meio da epidemia. Ainda estamos bastante no ciclo de subida da doença. A doença não terminou seu caminho de forma alguma", afirmou Michael Ryan, diretor-executivo de programas de emergência da OMS.
