Jovem marroquino de 17 anos morre em centro de acolhimento de Ceuta
Segundo fontes policiais, menor sofria de diabetes tipo 1 e recebia acompanhamento médico

Segundo fontes policiais e de saúde locais, citadas pela emissora pública TVE e pelo jornal El País, o adolescente era insulinodependente e há suspeita de que a morte possa estar relacionada a um desequilíbrio glicêmico.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O jovem havia chegado a Ceuta durante a onda de entradas em massa de migrantes registrada no fim de julho. Inicialmente acolhido no centro de Piniers, ele foi posteriormente transferido para a unidade La Esperanza depois que foi confirmado que sofria de diabetes tipo 1.
Leia também
O local, considerado mais adequado para o acompanhamento médico, abriga cerca de 60 menores, quatro deles diabéticos.
De acordo com as fontes de saúde, os níveis de glicemia do adolescente eram monitorados quatro vezes por dia, inclusive durante a noite, por volta da meia-noite. Ele também recebia o tratamento com insulina correspondente à sua condição.


Prefeitura e Câmara de Novo Lino entram em choque por remanejamento de recursos

Prefeito interino detalhada situação financeira do município de Piaçabuçu

Kayky Ronald traz atualizações do ASA - 02/09/2026

Lenilda defende realização de concursos públicos para contratação de servidores
O jovem foi encontrado sem vida nesta manhã por outros adolescentes que estavam na instalação. Um chamado foi feito ao serviço de emergência às 7h05, e uma equipe médica chegou ao centro oito minutos depois, mas não conseguiu reanimá-lo.
Após a morte, a equipe de La Esperanza entrou em contato com a família do adolescente. Segundo as fontes citadas pelo El País, uma tia informou que a mãe do jovem também sofre de uma forma grave de diabetes.
Uma autópsia deverá ser realizada para determinar a causa exata da morte. Até o momento, a hipótese de uma complicação relacionada ao diabetes não foi confirmada oficialmente.
A morte ocorre em meio à forte pressão sobre o sistema de proteção de menores migrantes de Ceuta. Dados da administração local indicam que cerca de 1.706 crianças e adolescentes desacompanhados estão atualmente registrados no enclave, cuja capacidade inicial reconhecida para esse tipo de acolhimento era de apenas 30 vagas.
Estimativas citadas pela imprensa local apontam, porém, que aproximadamente 4 mil menores migrantes permanecem no enclave desde o fim de julho. Muitos deles continuam vivendo nas ruas, em condições consideradas precárias, diante da sobrecarga da estrutura de acolhimento.
