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Irã autoriza passagem de bens essenciais por Estreito de Ormuz

Medida representa uma flexibilização pontual na rota. ONU votará na semana que vem o uso da força na região para passagem do petróleo


				Irã autoriza passagem de bens essenciais por Estreito de Ormuz
Países devem decidir, neste sábado (4/4), sobre resolução que permite proteção à navegação comercial no Estreito de Ormuz, no Irã. Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

O Irã autorizou a passagem de navios que transportam bens essenciais para seus portos pelo Estreito de Ormuz, território bloqueado pelo país. Segundo informações divulgadas neste sábado (4/4) pela agência estatal Tasnim, a travessia será coordenada por autoridades iranianas e deve seguir protocolos específicos para cruzar a região.

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Essa autorização consta em uma carta oficial e não representa uma reabertura completa da rota, mas, sim, uma flexibilização pontual para cargas consideradas essenciais.

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A medida ocorre em meio a discussão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a proposta que permite o uso da força militar a fim de proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

O órgão adiou, para semana que vem, a votação da resolução. Proposta pelo Bahrein, a medida autoriza “todos os meios defensivos necessários” de proteção e valeria por pelo menos seis meses.

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A reunião estava agendada inicialmente para essa sexta-feira (3/4). Depois foi remarcada para este sábado (4/4) em razão da Sexta-feira Santa. E acabou, mais uma vez, reagendada.


				Irã autoriza passagem de bens essenciais por Estreito de Ormuz
Estreito de OrmuzO motivo do adiamento seria a oposição de China, Rússia e França — que têm poder de veto— à autorização de qualquer uso da força na região. De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, os três países rejeitam qualquer ação que permita meios militares para reabrir a rota marítima.. — Foto: /Getty Images

O motivo do adiamento seria a oposição de China, Rússia e França — que têm poder de veto— à autorização de qualquer uso da força na região.

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, os três países rejeitam qualquer ação que permita meios militares para reabrir a rota marítima.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, criticou a medida e afirmou que qualquer “ação provocadora” antes da votação pode piorar a guerra.

Os preços do petróleo dispararam desde o fim de fevereiro em razão do fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A passagem é a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.

A decisão do Irã se deu antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar e prometer um “inferno” ao país caso Ormuz não seja reaberto em 48 horas.

“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno reine sobre eles. Glória a Deus”, escreveu o presidente americano.

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