Irã ataca Bahrein e Kuwait após nova onda de bombardeio dos EUA
Ao longo de terça-feira, os EUA disseram ter bombardeado mais de 80 alvos no Irã

A Guarda Revolucionária do Irã disse ter atacado alvos dos Estados Unidos (EUA) no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta-feira (8/7). Os ataques foram uma resposta aos bombardeios norte-americanos desta terça-feira (7/7).
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“Em uma resposta inicial a essa agressão, as forças Naval e Aeroespacial da IRGC realizaram uma operação conjunta com mísseis e drones, atingindo 85 instalações militares estratégicas dos EUA”, disse em comunicado.
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Pelas redes sociais, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, citou vários pontos que os Estados Unidos estariam violando o acordo. “Violação dos ajustes iranianos no Estreito, ameaças persistentes de novos ataques, reimposição de sanções ao petróleo, ataques ao sul do Irã e gressão sionista contínua no Líbano”, escreveu.
Ao longo desta terça-feira, os EUA disseram ter bombardeado mais de 80 alvos no Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram uma resposta direta às supostas investidas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.


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“O Irã atacou, recentemente, três navios mercantes que transitavam pelo estreito, incluindo o M/T Al Rekayyat, de bandeira das Ilhas Marshall, o M/T Wedyan, de bandeira da Arábia Saudita, e o M/T Cyprus Prosperity, de bandeira da Libéria. A agressão injustificada das forças iranianas constitui uma violação clara e perigosa do cessar-fogo e mina a liberdade de navegação”, afirma o comunicado.
Ameaça a trégua entre EUA e Irã
No mês passado, Estados Unidos e Irã haviam assinado um memorando de entendimento com 14 pontos para servir de base a um acordo mais amplo.
Entre as medidas acertadas estavam a prorrogação do cessar-fogo firmado em abril e a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado por forças iranianas desde o início do conflito.
Desde então, equipes de negociadores buscavam implementar integralmente o acordo.
O novo ataque americano acontece enquanto milhares de iranianos acompanham o funeral do ex-líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro, no início do conflito.
