Furacão Dorian ganha força, volta à categoria 3 e avança para os EUA
Tormenta deixou 20 mortos nas Bahamas, onde persistem os esforços para se resgatar sobreviventes
O furacão Dorian ganhava força na noite desta quarta-feira (4) ao se aproximar dos Estados Unidos, após ter deixado ao menos 20 mortos nas Bahamas, onde persistem os esforços para se resgatar sobreviventes.
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No final da noite, com ventos de 185 km/h, Dorian voltou à categoria 3 da escala Saffir-Simpson (1 a 5), enquanto se aproxima da costa sudeste dos EUA, segundo o último boletim do Centro Nacional de Furacões (NHC).
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Às 3h GMT (meia-noite em Brasília), o furacão estava 170 km ao sul de Charleston, na Carolina do Sul, seguindo para o norte a 11 km/h.
Bahamas


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Nas Bahamas, o número de mortos passou de 7 para 20, e ainda poderá aumentar, anunciou o ministro da Saúdo do arquipélago, Duane Sands, advertindo que "os trabalhos de resgate e verificação nas casas inundadas apenas começou".
A população local utilizava jet-skis e botes para retirar as pessoas presas em suas casas inundadas e destruídas pelas intensas chuvas e ventos de um dos ciclones mais potentes de que se tem registro.
A Guarda Costeira americana e a Marinha Real britânica se somaram às equipes de resgate com helicópteros, conduzindo evacuações médicas e avaliações aéreas para ajudar a coordenar os esforços de alívio, assim como voos de reconhecimento para avaliar os danos.
A Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e da Meia-Lua Vermelha (IFRC) disse estar preparando "um grande esforço de emergência" para aliviar a situação de cerca de 76.000 pessoas afetadas pelo ciclone em Grand Bahama e nas ilhas Ábaco.
Ao menos "70 mil pessoas necessitam de ajuda imediata" nas Bahamas, informou o secretário-geral adjunto para Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock.
A ONU desbloqueou US$ 1 milhão, disse Lowcock à imprensa através de um contato telefônico a partir de Nassau, no qual cita a necessidade de alimentos, água, barracas e medicamentos.
O primeiro-ministro Hubert Minnis qualificou a situação como "uma das maiores crises da história" do país.
"Há inundações graves, danos graves nas casas, comércios, outras edificações e infraestrutura", acrescentou.
"Não nos restou nada"
Imagens aéreas mostram cenas de danos catastróficos, com centenas de casas sem teto, carros virados, enormes inundações e escombros por todos os lados.
No aeroporto de Nassau, as ambulâncias aguardavam a chegada de feridos para levá-los aos hospitais, enquanto as pessoas esperavam para obter notícias de familiares e amigos.
Entre a multidão, havia três estudantes cujas famílias vivem em Ábaco. "Tudo o que temos - que tínhamos - está nessa ilha", disse Meghan Bootle, de 21 anos. "Não nos restou nada".
