Com aproximação de ciclone, Índia tira mais de 1,2 mi de moradores do litoral
Tempestade Fani, classificada como de nível 4, um abaixo do mais severo, deve atingir o país na sexta (3)
Com a aproximação do ciclone Fani, a Índia acelerou os esforços e retirou mais de 1,2 milhões de pessoas da sua costa nordeste nesta quinta-feira (2).A informação foi divulgada pela Agência Reuters. A tempestade está prevista para alcançar o território nesta sexta (3).
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Nesta quinta, a tempestade estava revirando a Baía de Bengala, cerca de 275km a sudoeste da cidade de Puri, onde trens especiais foram colocados para retirar turistas e as praias estavam vazias.
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Extremely Severe Cyclonic Storm #Fani, now a dangerous Cat. 4 storm on the Saffir-Simpson Hurricane Wind Scale, remains just off the coast of India in this imagery from #Himawari8. More imagery: https://t.co/Zz3zZvHSii pic.twitter.com/yh8ROw6xPG
— NOAA Satellites (@NOAASatellites) 2 de maio de 2019
"Tempestade ciclônica extremamente severa #Fani, agora uma tempestade de categoria 4, perto da costa da Índia", diz o tuíte da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
Fani estava gerando ventos máximos entre 170 e 180 km/h, informou o Departamento de Meteorologia da Índia (IMD, em inglês). Um rastreador de ciclones a classificou como uma tempestade de nível 4, um nível abaixo do mais severo. O ciclone tocará o solo antes da tarde de sexta.


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As 1,2 milhão de pessoas devem ser tiradas de áreas baixas de 15 distritos no estado oriental de Odisha para abrigos anticiclone, escolas e outros prédios, informaram as autoridades. Mais de 800 mil já deixaram suas casas.
"Estamos maximizando os esforços em todos os níveis para a retirada", disse à Reuters o comissário de ajuda especial de Odisha, Bishnupada Sethi.
A marinha indiana despachou sete navios de guerra e tem seis aviões e sete helicópteros de prontidão, além de mergulhadores, barcos de borracha, equipes médicas e ajuda humanitária. O primeiro-ministro, Narendra Modi, disse no Twitter que o governo fornecerá toda a assistência possível.
Portos e aeroportos fechados
O aeroporto de Calcutá ficará fechado a partir das 21h30, horário local (13h no horário de Brasília), de sexta (3) até 18h de sábado (4). Já o aeroporto de Bhubaneswar, capital de Odisha, será fechado na sexta (3). A IndiGo Airlines, maior companhia aérea do país, afirmou que cancelou voos saindo e chegando a Bhubaneswar, Calcutá e Ranchi para viagens até o dia 5 de maio.
As atividades nos portos de Paradip, Dhamra e Visakhapatnam foram suspensas.
Em um tuíte, a companhia aérea indiana Vistara afirmou que iria suspender as taxas de cancelamento para voos a Bhubaneswar e Calcutá até domingo (5).
Moradores deixam casas
Milhares de moradores empilharam itens domésticos em caminhões antes de fugirem de casa, diz a Reuters.
Na cidade de Paradip, a 160km de Puri, também na costa do país, imagens de televisão mostraram moradores empilhando bicicletas, máquinas de costura e botijões de gás em pequenos caminhões e partindo para qualquer um dos quase 900 abrigos abastecidos com comida, água e remédios.
O governo do estado de Odisha implantou centenas de funcionários de gestão de desastres, fechou escolas e faculdades e pediu aos médicos e outros funcionários de saúde que não saíssem de licença até 15 de maio.
A temporada de ciclones na Índia pode durar de abril a dezembro, quando tempestades severas atingem cidades costeiras e causam mortes generalizadas e danos a plantações e propriedades na Índia e no vizinho Bangladesh.
Em 1999, um super-ciclone atingiu a costa de Odisha por 30 horas, matando 10 mil pessoas. Uma retirada em massa de quase um milhão de pessoas salvou milhares de vidas em 2013.
