Chanceler argentino reitera apoio a Flávio e nega romper relação com Brasil
Xingamentos de Javier Milei a Lula e Alexandre de Moraes iniciaram crise diplomática entre os países

Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (29) que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática.
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Em entrevista à Radio Mitre, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
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Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de "juízos de valor".
"Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado", comentou.


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Em seguida, pontuou que "não há chance" de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina.
"Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino... bem, isso é algo que nós não fazemos; não elevamos questões ao nível institucional. Mantemos as disputas eleitorais, bem como as diferenças políticas e ideológicas, dentro desse âmbito específico", adicionou o ministro.
Ele também afirmou que o governo de Milei tem a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Vitelli, que foi convocado pelo Brasil para consultas.
O chanceler destacou esperar que Vitelli retorne ao país o mais rápido possível para continuar desenvolvendo "nossa ampla agenda bilateral".
