Bombardeios britânicos na Síria são 'apoio ao terrorismo', diz Assad
Presidente sírio concedeu entrevista a jornal inglês 'Sunday Times'
Os bombardeios aéreos realizados pelo Reino Unido contra o grupo Estado Islâmico na Síria são 'ilegais' e constituem 'um apoio ao terrorismo', afirmou o presidente sírio, Bashar Al-Assad, em entrevista ao jornal Sunday Times.
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"Será prejudicial e ilegal, e será um apoio ao terrorismo", afirmou Assad na entrevista publicada neste domingo (6), ao falar sobre os bombardeios autorizados na noite de quarta (2) pelo parlamento britânico.
"Não se pode derrotar (o grupo EI) somente com bombardeios aéreos. Não se pode derrotá-lo sem cooperar com tropas em terra. Não se pode derrotar se não tiver a aprovação do povo e do governo sírios", afirmou.


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O presidente sírio ironizou sobre os "70 mil combatentes sírios moderados" citados pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, e sobre os quais a coalizão poderia se apoiar em terra.
"Onde estão? Onde estão os 70 mil moderados de quem falam? Não há 70 mil. Não há 7 mil", afirmou.
Bashar Al-Assad elogiou, pelo contrário, a intervenção russa em seu país, que classificou de 'legal' e que reponde a uma 'demanda' de sua parte.
"Quantas células extremistas existem agora na Europa? Quantos extremistas vocês exportaram da Europa para a Síria? O risco é a incubadora. Os russos compreenderam bem. Querem proteger a Síria, o Iraque, a região e inclusive a Europa. Não estou exagerando se digo que hoje protegem a Europa", assegurou.
Questionado sobre uma possível intervenção em terra dos soldados russos, Assad respondeu que "o tema ainda não foi debatido" e completa: "não acredito que precisamos agora porque as coisas estão evoluindo bem".
Assad deixa a porta aberta para uma cooperação com os países ocidentais se "realmente estiverem dispostos a nos ajudar a combater o terrorismo", e neste caso "os acolheremos".
Perguntado sobre a candidatura à Presidência de seu país, em caso de eleições, responde: "se houver um acordo sobre semelhante processo, tenho, como qualquer sírio, o direito de me candidatar".
"Minha decisão dependerá de minha capacidade de atuar, e se tenho o apoio do povo sírio", disse Assad.
