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Boca de urna aponta vantagem da coalizão de Berlusconi na Itália

Percentual obtido pela coalizão, no entanto, não é suficiente para que governo seja formado. Movimento 5 Estrelas deve ficar em segundo lugar, segundo

A coalizão de centro-direita que une o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi com outros partidos de extrema-direita desponta como vencedora das eleições gerais na Itália, segundo pesquisa de boca de urna divulgada pelo instituto Piepoli.

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Citada pela agência Associated Press, a estimativa aponta a coalizão de direita com 33% a 36% dos votos, comparada com 29,5% a 32,5% do partido Movimento 5 Estrelas (M5E). O percentual obtido pela coalizão de direita, se confirmado, não seria suficiente para formar um governo.

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Se as pesquisas se consolidarem, o M5E, liderado por Luigi Di Maio será o partido mais votado das eleições, visto que a coalizão de direita reúne quatro partidos.

Em entrevista à emissora La7, Alfonso Bonafede, aliado próximo de Di Maio, disse que o M5E será um "pilar" da nova legislatura, mas ponderou que as pesquisas devem ser interpretadas com cautela.

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Já a coalizão de centro-esquerda, liderada pelo Partido Democrático, de Matteo Renzi, recebeu entre 24,5% e 27,5% dos votos, segundo a pesquisa. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com pesquisa boca de urna citada pela Reuters, a coalizão de centro-direita deve obter entre 225 a 265 assentos na Câmara, o M5E entre 195 a 235 e a coalizão de centro-esquerda entre 115 a 155. Para garantir a maioria e formar o governo, é necessário o mínimo de 316 assentos.

A votação foi encerrada às 23 horas de Roma (19 horas de Brasília), e foi marcada por longas filas e pelo clima de indecisão dos eleitores. De acordo com o Ministério do Interior, a participação no pleito foi de 71,48% dos eleitores, uma queda se comparado com o ano de 2013, quando 75% dos eleitores participaram da votação.


				Boca de urna aponta vantagem da coalizão de Berlusconi na Itália
FOTO: Yara Nardi/Reuters

A coalizão de extrema-direita

A coalizão de direita reúne quatro partidos, entre eles, o Forza Italia (FI, centro direita), de Silvio Berlusconi, e a Liga (extrema direita), de Matteo Salvini. Em virtude de seu acordo interno, quem ficar na liderança vai dirigir o governo.

Se a FI ficar na frente, Berlusconi -- proibido de assumir qualquer cargo público até 2019, após uma condenação por fraude fiscal -- disse querer ver Antonio Tajani, atual presidente do Parlamento Europeu, chefiando o governo. Tajani aceitou a oferta de Berlusconi a apenas dois dias da votação.

Analistas interpretam a atitude de Tajani como um gesto de agradecimento a seu mentor, com o objetivo de tranquilizar os mercados e os demais países da Europa, preocupados com a possível vitória de uma direita xenófoba e antieuropeísta na Itália.

O homem que tem boas relações com todo o mundo, que se move com um peixe dentro d'água nas instituições europeias, é a carta vencedora do ex-premiê, de 81 anos.

Se a Liga levar a melhor, Salvini será o chefe de governo desde que Berlusconi tenha voz.

Sistema eleitoral confuso

As mudanças nas leis eleitorais da Itália, efetuadas no ano passado, exigiram um novo tipo de cédula de votação. Segundo alguns especialistas consultados pela Associated Press, as alterações podem confundir eleitores e resultar em uma porcentagem elevada de cédulas inválidas.

Os eleitores podem escolher um candidato, um partido, ou ambos. Ao contrário das eleições passadas, se optarem por votar em um candidato e em um partido, as escolhas devem corresponder.

Analistas acreditam que a mudança pode prejudicar o Movimento 5 Estrelas, já que a maioria de seus candidatos é desconhecida. Caso um eleitor escolha o M5E, mas vote também em um candidato mais familiar de outro partido, seu voto será desconsiderado.

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