Atirador da Flórida sofria de depressão, déficit de atenção e autismo
Em relatório de 2016, Departamento de Crianças e Famílias apontava que Nikolas Cruz recebia tratamento psiquiátrico e tomava medicamentos.

Departamento de Crianças e Famílias (DCF) da Flórida, nos Estados Unidos, divulgou na noite desta segunda-feira (19) um documento no qual diz que Nikolas Cruz recebia tratamento psiquiátrico e tomava medicamentos controlados em 2016 e, segundo sua mãe, sofria de depressão, déficit de atenção e autismo.
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Na última quarta-feira, Cruz invadiu uma escola da qual foi expulso em 2017, em Parkland, armado com um rifle AR-15 e matou 17 pessoas, além de deixar outras 14 feridas.
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De acordo com as emissoras de TV NBC e CBS, o Departamento disse que o Serviço de Proteção a Adultos foi acionado em 28 de setembro de 2016 para investigar uma denúncia de que o jovem seria "vítima" de sua mãe, Lynda, que morreu em novembro de 2017. Uma investigação determinou que ele não sofria maus-tratos, frequentava a escola normalmente e recebia acompanhamento psiquiátrico, inclusive com medicamentos.
Na época, Cruz ainda não tinha nenhuma arma, segundo os profissionais responsáveis por seu tratamento e pela investigação. Mas ele foi considerado então uma pessoa "vulnerável", especialmente depois que foi descoberto um vídeo publicado por ele no Snapchat no qual fazia cortes nos próprios braços, além de comentar que gostaria de comprar armas.


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O advogado do DCF, John Jackson, pediu nesta segunda-feira à corte que o relatório fosse publicado. Esse tipo de documento é confidencial, mas tanto Jackson como o juiz que aprovou sua publicação, Charles Greene, concordaram que, com seus atos, Cruz perdeu praticamente todo seu direito à intimidade, enquanto a defesa do jovem não se opôs a esta possibilidade, de acordo com a agência Efe.
Este relatório viria a fundamentar a postura da defesa de que as autoridades não deram atenção aos sistemáticos "pedidos de ajuda" de Cruz, de acordo com o advogado defensor Gordon Weeks.
Após confessar o crime, a dúvida que resta durante o processo judicial é se Cruz será sentenciado à pena de morte ou prisão perpétua, e o estado da sua saúde mental será fundamental nesta decisão.
Durante os interrogatórios após o massacre, Cruz disse à polícia que escutou vozes na sua cabeça que lhe indicaram como cometer o ataque, vozes que foram descritas como "demônios", segundo informou a emissora ABC News.
Cruz compareceu nesta segunda perante outra juíza, Elizabeth Scherer, em uma audiência na qual permaneceu sem levantar o olhar da mesa e quase sem se movimentar.
