Arábia Saudita intercepta míssil rumo ao aeroporto de Riad
Aliados do Irã, rebeldes xiitas do Iêmen anunciam disparo de projétil de longo alcance
RIAD E SANAA - O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou ter interceptado um míssil balístico lançado do Iêmen contra o aeroporto internacional da capital Riad. Não há vítimas nem danos materiais, de acordo com o país, que anunciou a retomada das operações do aeroporto Rei Khalid pouco depois. O reino lidera ações militares contra rebeldes xiitas no país vizinho, apoiados por seu arquirrival, o Irã.
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Uma forte explosão foi relatada por testemunhas a nordeste da capital. Imagens não verificadas na internet mostram supostos projéteis da Força Aérea saudita sendo lançados perto do aeroporto como parte de um sistema de defesa antiaérea.
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Um porta-voz das forças houthis afirmou à rede al-Jazeera que foi lançado um míssil balístico de longo alcance Burkan 2-H contra o aeroporto de Riad, atravessando cerca de 500 quilômetros através da fronteira. De acordo com o braço militar dos rebeldes houthis, os rebeldes foram "bem-sucedidos".
"O míssil sacudiu a capital saudita", afirmou em nota o Ministério da Defesa não reconhecido do Iêmen, controlado pelos houthis, alegando que o ataque foi uma "resposta às mortes de iemenitas". "As cidades capitais de países que continuamente nos bombardeiam, atingindo civis inocentes, não serão poupadas de nossos mísseis."


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Este tipo de projétil, que o Irã costuma testar sob protestos da comunidade internacional, pode chegar a 800 quilômetros de alcance. Um ataque similar dos houthis atingiu uma base do Exército saudita na província de Assir em 30 de outubro.
Lançando ataques aéreos que frequentemente atingem alvos civis no Iêmen, as ofensivas militares dos sauditas foram denunciadas na ONU e chegaram a fazer os EUA esfriarem a relação de cooperação militar com o reino aliado.
Aliada do governo em exílio do Iêmen, a Arábia Saudita é o principal ator na briga contra os houthis, que tomaram as principais cidades do país e iniciaram uma guerra civil. O conflito, que se arrasta desde 2014, já deixou mais de 8.650 mortos e cerca de 58.600 feridos, incluindo muitos civis. A guerra, travada entre as forças do governo expulsas da capital, Sanaa, e os houthis, se intensificou desde março de 2015, quando uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita começou a apoiar o governo. Os rebeldes, por sua vez, são acusados de serem ajudados pelo Irã, com unidades militares leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.
