Após alerta de Trump, Irã anuncia suspensão de ataques contra Israel
Apesar disso, país promete retomada ainda mais severa de bombardeios em caso de novos ataques ao Líbano

As Forças Armadas iranianas anunciaram a suspensão das operações militares contra Israel, dizendo que impuseram uma 'resposta dolorosa', informou nesta segunda-feira (8) a agência de notícias iraniana Fars, ligada diretamente ao governo do país.
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O comunicado foi revelado pelo comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã.
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Apesar disso, Teerã alertou para ataques 'muito mais severos' caso Israel retome seus ataques ao sul do Líbano, afirmando que que Israel e seus apoiadores deveriam 'aprender uma lição' com os últimos ataques.
Anteriormente, a Guarda Revolucionária do Irã havia declarado que seus ataques contra Israel poderiam continuar durante toda a semana.


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Do outro lado, segundo o jornal Israel Hayom, citando uma fonte diplomática, Israel informou Teerã, por meio de mediadores, que não haverá mais ataques se o Irã também cessar seus bombardeios.
A informação surge logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países.
Depois, em outra publicação, Trump afirmou que os dois países buscam o cessar-fogo imediato.
'As negociações finais sobre a “paz” estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um “acordo final” seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente'.
É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o 'primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã'.
'Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada', completou, antes dos ataques israelenses.

Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que os Estados Unidos são diretamente responsáveis por qualquer violação do acordo de cessar-fogo de 8 de abril.
Ele argumentou que as ações israelenses não podem ser dissociadas da política americana.
'Ninguém acredita que o regime sionista esteja agindo sem coordenação com os Estados Unidos', declarou Baghaei durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que o Comando Central dos EUA apoia Israel tanto em operações ofensivas quanto defensivas e que Washington seria responsável pelas consequências de qualquer escalada na região.
Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país.
Israel realizou ataque ignorando apelo de Trump
O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento.
A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas.
O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente.
As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas.
O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares.
Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares.
