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Ameba "comedora de cérebro" mata menina de oito anos nos EUA

Lilian Smart foi infectada ao nadar em lago próximo à sua casa, no norte da Louisiana


				Ameba "comedora de cérebro" mata menina de oito anos nos EUA
Kateryna Kon/Science Photo Library/Getty Images


Uma criança de oito anos morreu após contrair uma ameba rara conhecida como "comedora de cérebros", a qual teria sido contraída enquanto nadava em um lago próximo à sua casa, segundo informaram a família e autoridades de saúde.

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Lillian Smart, que morava em Ruston, no norte da Louisiana, faleceu no hospital durante o fim de semana, pouco depois de completar oito anos, de acordo com seus pais.

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"Na noite passada, Lillian saiu de nossos braços para os braços de Jesus", disse a família em uma publicação no Facebook na manhã de domingo (23). "As lesões em seu cérebro eram graves demais para que seu corpinho se recuperasse", dizia a publicação.

Anteriormente, a família havia relatado que a menina apresentava um inchaço cerebral significativo "em decorrência do parasita".

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O Departamento de Saúde da Louisiana anunciou, na semana passada, que um morador provavelmente contraiu o organismo conhecido como "Naegleria fowleri" ao nadar no Lago Claiborne, localizado a cerca de 48 quilômetros a noroeste de Ruston.

A ameba microscópica prolifera-se em águas doces quentes e pode causar uma infecção neurológica quando a água que a contém entra com força pelo nariz e chega ao cérebro, segundo o departamento de saúde estadual.

Ela não causa infecção se for ingerida e não é transmitida de pessoa para pessoa.

"A contaminação é extremamente rara, mas quase sempre fatal", afirmou o departamento.

Autoridades de saúde não divulgaram o nome de Lillian como a moradora infectada, mas amigos e familiares a identificaram a vários veículos de imprensa locais.

As infecções por "Naegleria fowleri" são extremamente raras, com apenas 180 casos confirmados entre 1937 e 2025, segundo o Departamento de Saúde da Louisiana.

O estado registrou apenas três casos nesse período, informou o departamento.

Embora a maioria dos casos tenha se concentrado nos estados do sul e do centro devido ao clima mais quente, pesquisas recentes sugerem que as mudanças climáticas estão aquecendo a água nos estados do norte e do Centro-Oeste, ampliando as áreas onde a ameba pode ser encontrada.

Os sintomas iniciais da infecção pela ameba podem incluir dor de cabeça, febre, náusea e vômito, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças).

A contaminação pode ser difícil de detectar e progride rapidamente, levando a rigidez na nuca, confusão mental, alucinações e perda de equilíbrio, informou o órgão.

Lillian estava na UTI desde a semana passada, após ser internada com febre que evoluiu para visão dupla, segundo uma publicação no Facebook de sua mãe.

Antes de seu falecimento, várias empresas de Ruston participaram de uma campanha de arrecadação de fundos para celebrar o aniversário de Lillian e doar parte da renda à família, conforme relatado pela KNOE, emissora afiliada da CNN.

Moradores disseram que a menina era muito conhecida na comunidade por sua alegria.

"Ela é sempre uma criança alegre", disse um comerciante local à KNOE. "Sempre que você a vê, ela está com um sorriso no rosto."

"Todos fizeram o possível para mantê-la aqui", disseram os pais de Lillian no Facebook. "Estamos com o coração partido e, sinceramente, não sabemos o que fazer agora."

Em 2023, um morador da Geórgia morreu após contrair a ameba e, em 2022, uma criança tornou-se a primeira morte registrada em Nebraska associada a esse organismo, conforme noticiado anteriormente pela CNN.

Em ambos os casos, autoridades de saúde informaram que os pacientes foram infectados após nadarem em águas doces.

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