Abade do Templo do Tigre tailandês nega acusações de tráfico de animais
Autoridades apreenderam 147 tigres que o templo abrigava. Além disso, foram encontrados dezenas de filhotes mortos em freezer
O abade do polêmico Templo do Tigre na Tailândia, Phra Sutthi Sarathera, negou nesta quinta-feira (9) através de seu advogado as acusações de suposto tráfico destes animais, informou a imprensa local.
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O advogado Saiyood Pengboonchoo afirmou que o monge, também conhecido como Luang Ta Chan, negou ter a ver com os corpos de filhotes de felino e os amuletos com partes de tigres achados na semana passada no templo.
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"Alguns empregados e monges do templo fizeram isto sem o conhecimento do abade", afirmou, por sua parte, Siri Wangboonkoed, um representante do monge, segundo o portal "Khaosod".
Luang Ta Chan não compareceu nesta quinta-feira para conversar com jornalistas no templo, situado na província de Kanchanaburi (oeste), como tinha anunciado anteriormente.


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Seu advogado alegou que ele sofreu um ataque cardíaco, embora alguns jornalistas viram e fotografaram o abade montado em um carrinho de golfe no recinto do templo.
No sábado, as autoridades acabaram de expropriar os 147 tigres que o templo abrigava, onde em dias anteriores também foram encontrados cerca de 70 filhotes de tigre em um freezer e conservadas em jarras de formol, assim como mil amuletos com partes de felinos.
O templo, oficialmente chamado Pa Luang Ta Bowa Yannsampanno, acolheu em 1994 seu primeiro filhote de tigre, achado por camponeses, e em 2001 o Departamento de Parques Naturais lhe entregou outros 7 para que os cuidassem, que aumentaram até 147 nos anos seguintes.
Agora o centro, onde vivem 12 religiosos, está meio vazio, embora ainda reste um cavalo, porcos selvagens, búfalos, cervos e até um tímido leão chamado Phet ("Diamante", em tailandês), cujo destino ainda é desconhecido.

