VÍDEO: Protesto de rodoviários afeta cerca de 30 mil usuários na capital
Ônibus ficam parados na faixa azul da Durval de Góes Monteiro e da Fernandes Lima até as 12h
O protesto dos Rodoviários de Maceió teve início às 9h, quando alguns ônibus pararam na faixa azul ao longo das Avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, no sentido Centro. Estima-se que 20% da frota parou de circular como forma de protesto contra a Reforma da Previdência no "Dia Nacional de Mobilização". Cerca de 30 mil usuários devem ficar sem transporte durante as três horas da paralisação.
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De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL), Écio Ângelo, a frota não está paralisada por completo. A de hoje tem 640 veículos e, destes, aproximadamente 20% já se encontram enfileirados no bairro do Farol, ou seja, não há circulação dos ônibus até as 12h. Os coletivos estão parados, apenas, no sentido Tabuleiro-Centro.
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"Este protesto é contra as reformas da Previdência e Trabalhista do presidente Temer. Isso é um retrocesso e não podemos deixar acontecer, ficando de braços cruzados. Além disso, protestamos contra a terceirização, que precariza o trabalho. Um motorista, por exemplo, ganha R$ 1.850, ticket-alimentação e plano de saúde. Com a nova medida, quem garante que uma empresa não vai oferecer trezentos motoristas, pagando R$ 1.200?", questionou o sindicalista.

O presidente ainda comentou que o corredor de ônibus somente dessa região do Farol transporta 157 mil pessoas. Nessas três horas de paralisação, cerca de 30 mil usuários devem ficar sem o transporte público municipal.


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O manifesto revoltou alguns passageiros, como Benedita da Silva, de 66 anos, que desconhecia o ato público e estava bastante revoltada. Ela e os demais passageiros desceram a ladeira pé, com destino ao Centro.
"Não sabia que teria isso, se não, nem tinha saído de casa. Vim fazer um pagamento e, agora, vou ter que ir andando o restante do caminho. Eles [motoristas] disseram que a gente poderia ficar nos ônibus esperando, mas não vou ficar por três horas", disse, revoltada, a passageira.
"Um cara de cadeira de rodas desceu e teve que ir nesse sol. Ninguém devolveu nossa passagem. Isso é uma palhaçada, porque estava vindo do Pilar para o Centro e, agora, vou ter que pagar um táxi ou gastar as sandálias", comentou Romildo Bernardino.

