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VÍDEO: crianças se arriscam em meio a lixo para retirar areia de riacho

Cena de trabalho infantil foi flagrada no Vale do Reginaldo, em Maceió

Vídeos e fotos encaminhados àGazetaweb por um internauta, nesta quinta-feira (1º), revelam a triste realidade vivenciada por alguns moradores do Vale do Reginaldo, em Maceió. Nas imagens, é possível ver crianças amontoadas em volta do poluído riacho que corta a comunidade, com algumas delas trabalhando junto a porcos e dentro da água suja, a fim de retirar areia e comercializá-la em seguida.

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De acordo com o denunciante, o flagrante seria recorrente, já sendo encarado com certa normalidade pela maioria dos moradores, que, inclusive, compram o material a um preço menor que o do mercado: cerca de R$ 10 a carroça.

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FOTO: Cortesia à Gazetaweb

"É um meio de sobrevivência. As crianças se arriscam para retirar o material e vendê-lo depois. Eles fazem isso para ter algum dinheiro para gastar e também para ajudar em casa. Muitas vezes, a comercialização é feita junto aos próprios moradores da região, que não querem pagar mais caro em lojas de material de construção", afirmou.

As crianças que foram questionadas por Caio Saldanha contaram que estudam, em sua maioria, durante um turno da manhã, recolhendo material do riacho no turno seguinte. Já quando interpelados sobre o perigo de estarem ali, elas disseram que não tinham medo de contrair qualquer doença.

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FOTO: Cortesia à Gazetaweb

Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) informou que realiza ações estratégicas de enfrentamento ao trabalho infantil nas comunidades através dos 15 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e três Núcleos do Serviço de Convivência, além das ações do Peti Volante em Maceió.

Dentre as ações estão atividades culturais, esportivas e de lazer no contraturno escolar dentro das unidades, evitando que estas crianças estejam expostas a riscos. No caso do bairro do Poço, onde está localizado o Vale do Reginaldo, as crianças da comunidade são acompanhadas pelas atividades do Serviço de Convivência das unidades do Jacintinho.

Ainda de acordo com a Semas, é de competência da secretaria fazer a identificação destas crianças e famílias para encaminhamento e acompanhamento pelos equipamentos sociais do município, entre eles o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

No entanto, a fiscalização da situação de trabalho infantil é de responsabilidade do Conselho Tutelar, a quem cabe a retirada imediata de crianças e adolescentes em violação de direitos.

A Semas alerta que a população deve fazer sua parte, não comprando produtos ou serviços ofertados por crianças e ainda denunciando os casos de violação de direitos pelo Disque 100 ou ao Conselho Tutelar mais próximo.

Confira o vídeo das crianças trabalhando no local:

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