Vereador denuncia venda de lugares em fila para atendimento médico
Parlamentar cobra que Ministério Público e Defensoria atuem para coibir irregularidade em postos de saúde da capital
O vereador Francisco Sales (PPL) denunciou, na tarde desta quarta-feira (21), durante discurso na tribuna da Câmara de Vereadores, a venda de vagas em postos de saúde para consulta médica. O valor cobrado por quem chega cedo para assegurar o atendimento, repassando a vaga para terceiros, varia de R$ 30 a R$ 50, a depender da especialidade desejada pelo paciente.
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Em seu pronunciamento, o vereador pediu que o Ministério Público de Alagoas (MPE) e a Defensoria Pública do Estado investiguem a denúncia. Sales afirmou que, apesar de já se ter conhecimento do fato "registrado há tempos e quase que diariamente, é chegada a hora de se tomar uma atitude firme contra esses despachantes".
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"Uma consulta para psiquiatra é vendida a R$ 50. Já para um clínico geral, o valor é de R$ 30. Sabemos que estas pessoas que atuam como despachantes muitas vezes estão desempregadas, mas essa situação não pode persistir. O cidadão não pode pagar duas vezes pelo atendimento que é para ser, em tese, ofertado gratuitamente pelo poder público. É preciso agir de modo a garantir o atendimento sem a participação desses atravessadores", expôs Francisco Sales.
Em aparte, a vereadora Fátima Santiago (PP) disse apoiar o posicionamento do colega e afirmou que o problema "vem de cima, em virtude de o Ministério da Saúde não valorizar os profissionais que se encontram diariamente nos postos de saúde, dedicando-se ao atendimento integral do paciente".


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Já a vereadora Silvânia Barbosa, também em aparte, disse ter ciência desta prática irregular já há 12 anos, recordando a época em que prestou serviço a posto de serviço da capital. "Esse tipo de comportamento perdura há décadas e, até hoje, ninguém de direito resolveu combatê-lo de frente", salientou.
