'Somos prestativos', afirmam senegaleses que atuam em Maceió
Eles sobrevivem do comércio na capital e têm registro na Polícia Federal
Integrantes da Associação dos Senegaleses de Maceió esclareceram, na tarde desta terça-feira (1), que os imigrantes que estão na capital alagoana são comunicativos, prestativos, amigos e estão na cidade em busca de dias melhores. No último final de semana, a reportagem daGazetawebmostrou como alguns imigrantes trabalham no centro de Maceió, oferecendo produtos das mais diversas marcas à população.
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De acordo com o presidente da associação em Maceió, Felipe Fall, os africanos não são pessoas fechadas, ao contrário, são cidadãos abertos a qualquer diálogo. "Somos pessoas maravilhosas, pois, apesar de pertencermos a outra cultura, não achamos justo falarem que somos de poucos amigos. Inclusive, sou casado com uma brasileira, meu filho é brasileiro", comentou Felipe.
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O presidente ainda citou que eles estão legalizados como cidadãos brasileiros e a Polícia Federal (PF) tem conhecimento disso e "sabe muito bem o dia a dia dos comerciantes".

"Temos registro na Polícia Federal e toda documentação possível para morar e trabalhar aqui no Brasil. Se fôssemos ilegais, não teríamos tanto contato com brasileiros. Convivemos mais com os brasileiros do que com os chineses, a quem também temos um respeito grande".


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O comerciante Félix Faye destacou que os senegaleses trabalham diariamente pelas ruas de Maceió, pagando impostos e vivendo conforme prevê a Constituição Federal do país. Segundo ele, até o momento os senegaleses não tiveram nenhum problema com as autoridades policiais, visto que estão legalmente no Brasil.
"Além disso, nós não bebemos, não fumamos, não usamos drogas, não somos bandidos. Somos gente boa e nos damos bem com todos, seja preto ou branco", destaca.
Na matéria veiculada pelaGazetaweb, as pessoas ouvidas pela reportagem destacaram que os africanos que atuam no Centro de Maceió eram sérios e 'fechados'. A Polícia Federal também informou que muitos dos senegaleses estavam ilegais no país. A notícia ganhou repercussão nas redes sociais e muitas pessoas defenderam o comportamento discreto desses comerciantes.
