Solvente, pesticida e fertilizantes causaram morte de peixes na Lagoa Mundaú, revela Ufal
Experimentos também descobriram altos índices de metais pesados na água, a exemplo do mercúrio e manganês
A análise minuciosa da água da Lagoa Mundaú, feita pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), revelou nível alto de contaminação por solventes, pesticidas e fertilizantes. A junção destas substâncias foi a causa da mortandade de pescados, registrada na semana passada e que deixou a população preocupada.
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De acordo com o professor e pesquisador Emerson Soares, foram encontradas, nas amostras, furacetamida, que é um pesticida altamente volátil, inodoro e que mata muito rápido os organismos. Também foram percebidos o solvente tolueno e grande volume de nitrogênio, fósforo e potássio, presentes em fertilizantes e agroquímicos. Não se sabe como estas substâncias foram parar na lagoa.
Além desta conclusão, os experimentos descobriram altos índices de metais pesados na água, a exemplo do mercúrio e manganês, alterando o pH [que indica se uma solução é ácida, neutra ou básica].

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O pesquisador informou que a presença destes produtos na água não é somente prejudicial à fauna lagunar. O ser humano também pode ser afetado se tiver contato com alguns destes materiais, inclusive proibidos de comercialização pela Organização Mundial de Saúde (OMS).


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“De maneira alguma, a população pode consumir os peixes que foram encontrados mortos. Estas substâncias causam risco à vida do ser humano, podem afetar diretamente o fígado e o sistema nervoso, podendo, inclusive, levar à morte. Estamos diante de um problema grave de saúde pública e de danos severos ao meio ambiente”, destacou Emerson Soares.
O relatório com a conclusão das análises, feitas em três laboratórios diferentes, foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), órgão que abriu investigação para apurar a causa da mortandade dos peixes.

