SMTT registrou mais de 400 acidentes em 2016 em apenas duas avenidas de Maceió
Dados se referem aos sinistros ocorridos de 1º de janeiro a 20 de dezembro na Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) divulgou na tarde desta quarta-feira (28) os números referentes aos acidentes registrados no período de 1º de janeiro a 20 de dezembro deste ano nas duas principais avenidas de Maceió: Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro. O órgão acredita que se os pardais estivessem ligados ao longo do ano, os números teriam sido menores. Segundo os dados apresentados, foram 196 e 236 colisões, respectivamente.
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De acordo com o chefe de Levantamento de Acidentes de Trânsito da SMTT, Carlos Moura, a presença da fiscalização eletrônica torna-se um meio de inibir o motorista de realizar manobras indevidas, como também obriga o condutor a reduzir a velocidade, diminuindo os riscos de uma colisão.
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"A presença dos pardais provoca, obrigatoriamente, uma redução na velocidade dos veículos, mantendo-os à 50 km/h, que é a velocidade da via. Há estudos científicos publicados que comprovam que acidentes nessa velocidade os riscos de morte chegam a quase zero, inclusive se envolver pedestres. Ou seja, não podemos apontar o desligamento dos pardais como responsável por este números, mas ele é um dos fatos que contribuem para a redução", explicou.
Ainda de acordo com Carlos Moura, os pardais auxiliam também no fluxo do trânsito, evitando congestionamentos e o fechamento de cruzamentos, problemas bastante recorrentes ao longo da Avenida Fernandes Lima.


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"Como a velocidade da via é de 50km/h, os semáforos estão programados para abrir e fechar respeitando essa velocidade. Fica difícil de haver algum congestionamento porque o fluxo fica controlando e os semáforos vão abrindo e fechando de acordo com o programado", concluiu.
Os pardais em Maceió foram desligados em maio deste ano após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) detectar vícios nos contratos com a empresa vencedora da licitação.
