Sindprev realiza ato em frente ao PAM Salgadinho para cobrar agilidade nas obras
Fim da reforma e entrega dos blocos estão previstos para o início de maio
O Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho do Estado de Alagoas (Sindprev) realizou, na manhã desta terça-feira (26), um ato em parceria com os servidores - tanto os que estão em greve desde o ano passado quanto os que estão em atividade -, em frente à unidade do PAM Salgadinho, localizado no bairro do Poço. A categoria reivindica a entrega dos blocos A, B e C, cuja reforma se arrasta desde novembro de 2015. Os manifestantes ainda querem a volta dos funcionários que foram distribuídos em outros postos de saúde durante a restauração.
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Os blocoscorrespondem às unidades de Especialidades, Doenças Crônicas e Ginecologia.A abertura deles estava prevista para o dia 15 deste mês, mas, segundo o diretor administrativo, Daniel Moura, só estarão finalizados para a entrega a partir do início do mês de maio. Ele garante que o PAM voltará a funcionar com todos os funcionários que foram remanejados.
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"Os blocos O e I estão em pleno funcionamento há duas semanas, neles estão situadas as unidades de Órtese e Prótese e Doenças Sexualmente Transmissíveis. A entrega dos outros blocos está prevista para o dia 2 de maio, mediante a vistoria da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros para que os mesmos sejam liberados. Antes da reforma, o PAM contava com o auxílio de 590 servidores, mas agora, com apenas os blocos O, I e a farmácia abertos, o posto detêm apenas 140 funcionários que foram convocados pelo Diário Oficial no mês passado".
De acordo com o representante do Sindprev, Cícero Lourenço, a redistribuição dos servidores para outros postos de saúde foi uma ação desnecessária para atrasar ainda mais a reabertura.


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"Durante o período de greve, houve uma tentativa do TJ de fazer uma reunião juntamente com a prefeitura para que houvesse alguma agilidade na reforma do PAM. Para nossa surpresa, ao invés de dar procedimento às obras para atender a população, o Secretário de Saúde de Maceió, José Thomas Nonô, remanejou funcionários de setores que não precisavam ser redistribuídos por não serem médicos, assim como aconteceu com o bloco F de odontologia."
O sindicalista ainda ressaltou que o problema maior do PAM não está sendo resolvido, porque, além da reforma estrutural, que já foi realizada, o posto não dispõe de insumos para que volte a funcionar. "Faltam gases, esparadrapos, ultrassom para fisioterapia, dentre outros equipamentos fundamentais para que o pessoal possa trabalhar. Por exemplo, o bloco D de oftalmologia não pode voltar a funcionar porque não dispõe dos aparelhos necessários."
Cícero ressalta que a greve continuará, mesmo que o PAM reabra os blocos A, B e C, pois a preocupação principal, no momento, é a volta dos funcionários para os seus respectivos postos de trabalho, assim como alguns não voltaram na reabertura dos blocos O e I. O ato terá continuidade até a tarde desta terça (26). AGazetawebentrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que prometeu encaminhar uma nota sobre as declarações feitas pelo sindicato.
