Servidores denunciam furtos sucessivos e depredação em CAPS da Jatiúca
Equipamento recém-reformado sofre invasões, vandalismo e perda de equipamentos essenciais
Servidores do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Dr. Rostan Silvestre, localizado no bairro da Jatiúca, em Maceió, denunciaram à imprensa uma série de furtos e atos de vandalismo que vêm comprometendo o funcionamento da unidade. De acordo com os relatos, nos últimos dois meses, o equipamento público tem sido alvo de invasões frequentes, resultando na subtração de itens fundamentais para o atendimento à população.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo os profissionais, já foram levados 12 aparelhos de ar-condicionado, todos os ventiladores do pátio, televisores, computadores e até fiações elétricas. Nesta semana, a equipe encontrou a recepção completamente revirada e sem o computador utilizado para atendimento, além de portas arrombadas e sinais de acesso irregular ao prédio.
Leia também
“Estamos sem condições de trabalho e organizando uma mobilização. Estamos no limite”, afirmam os servidores, em denúncia acompanhada de fotos que mostram o cenário de depredação, com salas danificadas, pontos de ventilação vazios e marcas de pés indicando por onde os invasores teriam acessado o local.

Ainda conforme os relatos, a situação já foi comunicada às autoridades competentes. Boletins de ocorrência foram registrados, a polícia foi acionada e a Secretaria Municipal de Saúde informada. Apesar disso, os episódios continuam acontecendo sem que haja uma solução efetiva para garantir a segurança do espaço.


Após carreata, Flávio Bolsonaro grava com candidatos do PL em Maceió

Logística para o jogo de ida do playoff - 25/08/2026

Viveros artilheiro - 25/08/2026

Motta, o herói do acesso alvinegro - 25/08/2026

Os trabalhadores destacam que os prejuízos vão além das perdas materiais. “Estamos falando de um serviço público essencial, que acolhe pessoas em sofrimento psíquico e garante cuidado em liberdade. Quem sofre as consequências são os usuários, familiares e toda a população que depende do CAPS”, pontuam.
A unidade, que funciona desde 2006, atende cerca de 400 usuários por mês e integra a Rede de Atenção Psicossocial do município. O serviço é considerado “porta aberta” para adultos em sofrimento psíquico agudo ou com transtornos mentais severos e persistentes, oferecendo atendimento multiprofissional e atividades terapêuticas.

O caso chama ainda mais atenção pelo fato de o CAPS ter sido entregue totalmente reformado pela Prefeitura de Maceió, em outubro do ano passado. A obra incluiu reestruturação completa da unidade, com melhorias na parte elétrica, hidráulica, telhado, salas e aquisição de novos equipamentos, totalizando um investimento superior a R$ 1,7 milhão.
Diante da situação, servidores e o conselho gestor da unidade cobram providências urgentes do poder público. “Exigimos respostas, proteção para o serviço e respeito aos usuários da saúde mental. Defender o CAPS é defender vidas”, reforçam.
CONFIRA NOTA DO MUNICÍPIO
A Secretaria Municipal de Segurança Cidadã informa que a segurança pública é de responsabilidade do Estado, mas que mantém rondas constantes e ações em toda a região da Jatiúca, com o objetivo de reforçar a segurança da população e coibir práticas criminosas.
No entanto, devido à reincidência dessas ocorrências crimes continuam sendo registrados na localidade. A Semsc orienta os maceioenses que forem vítimas de qualquer sinistro ou ação criminosa a registrarem o boletim de ocorrência, para que os casos sejam devidamente investigados pela Polícia Civil e todas as medidas cabíveis sejam adotadas.
