Servidores da Saúde de Maceió decretam greve a partir de segunda-feira
Decisão foi tomada em assembleia nesta terça-feira, após proposta de reajuste de 2,2% feita pelo prefeito
Os servidores municipais de saúde de Maceió decidiram, em assembleia na manhã desta terça-feira (16), decretar greve por tempo indeterminado. A paralisação começa na próxima segunda (22) e vai atingir diversas áreas, como enfermagem, nutrição, farmácia e agentes comunitários de saúde.
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Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais da Saúde (SindSaúde), Alessandro Fernandes, os trabalhadores votaram pela paralisação após o posicionamento do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que ofereceu apenas 2,21% de reajuste ao funcionalismo público da capital.
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"Pedimos 14% e o prefeito sinalizou com 2,2%. Essa proposta foi rechaçada em assembleia e deliberamos pelo movimento grevista", diz ele, acrescentando que 50% dos serviços serão mantidos nas unidades de saúde, um percentual maior do que determina a legislação, que é de 30%.
Alessandro ainda acrescentou que um grande ato será realizado na quinta-feira (18), com servidores municipais e estaduais. Eles irão às ruas para cobrar conjuntamente reajuste salarial para todas as áreas.


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Além do SindSaúde, participam da greve decretada nesta terça os Sindicatos dos Agentes Comunitários (Sindacs), de Enfermagem (Sineal), dos Nutricionistas (Sindnut), dos Farmacêuticos (Sindfal) e dos Assistentes Sociais.
Prefeitura
De acordo com o prefeito Rui Palmeira, o Município passa por um momento financeiro delicado e, por isso, seria impossível conceder um reajuste maior. Ele explicou que o aumento dado no ano passado resultou em um impacto de R$ 50 milhões nas contas da capital.
Para este ano, o reajuste proposto foi de 2,21%. Rui Palmeira disse que o Município está aberto ao diálogo e a deflagração de uma greve geral, que vem sendo cogitada pelos servidores públicos, é algo que não teria sentido.
"Não posso conceder um reajuste e ficar sem pagar aos servidores depois. Estamos passando por um momento delicado, mas o município está aberto ao diálogo para buscarmos outras soluções. Porém, desde já, afirmo que não tem condições de fornecermos o aumento que eles querem. Inclusive, uma greve não teria sentido", disse o prefeito.
