Servidores da Casal param por 48 horas cobrando melhorias salariais
Eles também pedem melhores condições de trabalho e se dizem contrários à privatização
Servidores dos setores burocráticos da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) paralisaram as atividades por um período de 48 horas para reivindicar aumento de salários e melhores condições de trabalho. Eles também se dizem contrários à possibilidade de privatização da empresa. Nesta quinta-feira (09), um grupo se concentrou em frente ao prédio sede da empresa, no centro de Maceió.
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Os funcionários explicam que o movimento vai durar, inicialmente, dois dias, mas se não houver avanço na negociação para a pauta da categoria, a paralisação deverá ser estendida. O atendimento ao público nos postos da capital e do interior não está comprometido (apenas os departamentos administrativos e financeiros estão parados). Os serviços essenciais em domicílio, que também compreendem vazamentos e a rede coletora de esgoto, foram mantidos da mesma forma.
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De acordo com a servidora Dafne Orione, que também é membro do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, a data-base da categoria é dia 1º de maio para os funcionários negociarem com a Casal o termo de conduta. No entanto, a negociação ainda não começou.
A advogada da companhia, Fátima Lisboa, classificou a greve como inoportuna. Os servidores não permitiram o acesso ao prédio e trancaram o portão com cadeado. Segundo ela, a empresa já havia informado ao sindicato que o reajuste salarial vai ser retroativo à data-base e que uma minoria está na mobilização. Já Dafne diz que a assembleia geral da categoria que definiu a paralisação teve ampla adesão.


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O movimento desta manhã foi acompanhado por militares do 1º Batalhão em uma viatura. O trânsito na Avenida Barão de Atalaia, onde fica a sede administrativa da Casal, não foi prejudicado com o ato desta manhã.
Os sindicalistas avisaram que nesta sexta-feira funcionários do interior e da capital vão se reunir para uma nova assembleia geral.
