Ônibus de três empresas não circulam em Maceió na próxima terça
Protesto promovido pelo Sinttro é causado pela possibilidade de demissão de 500 trabalhadores
Os ônibus das empresas Cidade de Maceió, Piedade e Massayo não circulam nas primeiras horas da manhã da próxima terça-feira (19) por orientação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro-AL). A medida foi tomada, segundo o presidente da entidade, Écio Ângelo, devido à possibilidade de cerca de 500 trabalhadores de duas dessas viações serem demitidos após a conclusão do processo de mudança do sistema de transportes coletivos da capital.
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As empresas Piedade e Massayo não estão na lista das vencedoras do processo de licitação do transporte de Maceió, que passa a vigorar este ano. Ano passado, a prefeitura informou que havia compromisso entre os empresários com o Executivo de absorver todos os trabalhadores quando a modificação entrasse em vigor, mas, de acordo com o sindicato, nas pequenas mudanças que já foram feitas, no itinerário, nenhum trabalhador foi contratado ou remanejado, até agora.
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"São cerca de 500 pais de família que precisam do emprego e, por isso, não vamos ficar com os braços cruzados esperando a demissão de cada um deles. O poder público precisa ter a sensibilidade para se preocupar com estes funcionários. Por isso, vamos parar a circulação destes ônibus nas primeiras horas da manhã da próxima terça-feira", anunciou Écio, em entrevista à Rádio Gazeta.
Segundo ele, a mobilização é de advertência e pode ser repetida em outros momentos. Os ônibus somente devem sair das garagens após as 9h, conforme previsão do Sinttro-AL.


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Écio Ângelo informou que a empresa São Francisco recebeu 17 veículos recentemente, a Veleiro, oito, e a Real Alagoas já está operando na região do Graciliano Ramos. No entanto, nenhuma delas contratou ou absorveu trabalhadores de outras companhias.
Sem chance
A assessoria de imprensa da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) informou, à Gazetaweb, que não há nenhuma obrigação para estas empresas vencedoras da licitação absorverem os trabalhadores das viações que não lograram êxito no processo. No entanto, o órgão está tentando negociar, com os empresários, a possibilidade de remanejamento de alguns desses rodoviários. Adianta, porém, que está descartada a hipótese de 100% de absorvição.
