OAB e conselho querem avaliar imóveis do Pinheiro que não receberam compensação financeira

Moradores estão insatisfeitos com valores propostos pela Braskem, apontada como responsável pelo prejuízo

A Comissão Especial de Acompanhamento do Caso Pinheiro da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU) pretendem realizar vistorias técnicas nos imóveis que ainda não foram inseridos no Programa de Compensação Financeira da Braskem. Os órgãos, que se reuniram nesta terça-feira (12), também querem reavaliar o valor de mercado dos imóveis, que foram desvalorizados por causa do afundamento do solo. Cinco bairros de Maceió foram atingidos pelas rachaduras.

“Estamos avaliando a possibilidade de firmar um Termo de Parceria entre a OAB e o CAU para viabilizar a análise técnica de todos os imóveis que ainda não entraram no programa de compensação financeira. O CAU faria essa análise técnica”, afirma o presidente da Comissão Especial de Acompanhamento do Caso Pinheiro, Carlos Roberto Lima.

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU), Norlan Dowell, explica que o órgão quer montar uma equipe para atender à população afetada: “Vamos tentar formar um time de cooperação, com a disponibilização de profissionais para elaboração de perícias referentes às patologias que essas casas e comércios vêm apresentando”.

De acordo com a proposta, o Conselho de Arquitetura também reavaliaria os imóveis de moradores que já estão passando pelo processo de avaliação e compensação financeira, mas que têm demonstrado descontentamento com os valores propostos pela Braskem, apontada como responsável pelo prejuízo. “Vamos fornecer profissionais que façam avaliações técnicas e mercadológicas para contrapor os valores que a Braskem está, de alguma forma, oferecendo nas negociações desses imóveis”, finalizou Dowell.