Neto de Graciliano chama selfie de estupidez e pede preservação do patrimônio
Ricardo Ramos Filho disse que 'invasores, provavelmente, são analfabetos funcionais'
O neto do escritor Graciliano Ramos classificou como 'espetáculo de força, equilíbrio e estupidez' a atitude tomada pela personal trainer Ana Paula Lopes de subir na escultura em homenagem ao alagoano, na orla de Ponta Verde, e fazer uma foto. Por meio das redes sociais, Ricardo Ramos Filho praticamente implorou para que turistas e nativos não deteriorassem o patrimônio artístico de Maceió.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ele teceu comentários sobre o episódio envolvendo a polêmica das selfies tiradas diante dos monumentos esculpidos em bronze tanto para lembrar o Mestre Graça como o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda.
Leia também
Na opinião do parente, Graciliano Ramos, certamente, estranharia o esforço feito pela professora de Educação Física para tentar conseguir uma fotografia desta maneira (sobre os ombros da escultura). Ricardo Ramos Filho confirma que o avô era uma pessoa altamente discreta e, certamente, enxergaria os excessos cometidos por estas pessoas até com incredulidade.
"Realmente é difícil de acreditar. Mas em nosso mundo de selfies, as pessoas acabam perdendo o limite da exposição. Comportam-se como se o espaço público fosse privado", escreveu Ricardo Ramos Filho.


Homem é preso após ser flagrado tentando estuprar menino em praia

CRB ganha novas opções no elenco - 01/09/2026

Nacional busca o acesso em Maceió - 01/09/2026

MP Eleitoral emite parecer pelo deferimento da candidatura de Lenilda Luna ao governo
Ele completou que os familiares do Mestre Graça apenas têm uma preocupação diante desta polêmica, que é a deterioração do patrimônio. A escultura de Graciliano Ramos e de Aurélio Buarque de Holanda foram esculpidas pelo artista plástico Léo Santana.
"Minha única preocupação é com relação à preservação do objeto de arte. Não estraguem, por favor, o patrimônio artístico de Maceió. Quanto a pedir respeito ao escritor, talvez os invasores precisassem ler sua obra. Mas isso, sei, é quase impossível. Provavelmente são analfabetos funcionais", afirma.
