Navio-Patrulha Araguari atraca em Maceió após missão de apoio à ciência e soberania no Atlântico Sul
Embarcação da Marinha do Brasil, subordinada ao Comando do 3º Distrito Naval, atracou no Porto de Maceió nessa sexta-feira (11)

O Navio-Patrulha Oceânico Araguari (P-122), da Marinha do Brasil, atracou no Porto de Maceió, nessa sexta-feira (11), após cumprir uma missão de apoio logístico à Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. A operação reforça a presença nacional em áreas estratégicas do Atlântico Sul,fundamentais para a segurança, a pesquisa científica e os interesses do País.
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Durante sua estadia na capital alagoana, o Araguari realiza atividades de reabastecimento, manutenção e descanso da tripulação, além de receber visitas institucionais.
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Mais do que transportar mantimentos e equipamentos, a missão reafirma o compromisso da Marinha com a presença nacional em áreas remotas do Atlântico Sul, essenciais para a segurança, a pesquisa e os interesses estratégicos do País.
Plataforma versátil com alta capacidade operacional


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Comissionado em 2013, o NPaOc Araguari é o terceiro navio da Classe Amazonas, baseada na classe River britânica e construída no Reino Unido pela BAE Systems Maritime. Com 90,5 metros de comprimento, o navio desloca 2.170 toneladas e pode permanecer até 35 dias em operação contínua no mar, com autonomia superior a 5.500 milhas náuticas a 12 nós.
Equipado com armamentos leves (canhões de 30 mm e 25 mm, além de metralhadoras), o Araguari pode operar um helicóptero leve e transportar até seis contêineres de 15 toneladas, o que o torna ideal para missões de patrulha, busca e salvamento, fiscalização de ilícitos e apoio logístico, como no caso da comissão atual.
Essas capacidades reforçam o papel da embarcação como vetor de presença e dissuasão em áreas marítimas de interesse nacional, especialmente nas regiões sob responsabilidade do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste.

Ciência e soberania no coração do oceano
A operação de apoio à Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo ilustra a relevância da Marinha no apoio à pesquisa científica nacional. Localizada a mais de mil quilômetros da costa nordestina, a estação depende de missões logísticas como a do Araguari para manter suas atividades de monitoramento ambiental, biodiversidade marinha, oceanografia e climatologia.
Essa presença contínua assegura não apenas a produção de conhecimento estratégico, mas também a projeção da soberania brasileira sobre a região, fundamental para a consolidação da chamada Amazônia Azul — o conceito que traduz a imensidão e a importância do espaço marítimo sob jurisdição nacional.
O contato direto com pesquisadores e a integração entre as áreas de Defesa e ciência reforçam a imagem da Marinha como parceira do desenvolvimento nacional, ampliando sua atuação para além da proteção e segurança.
Defesa, dissuasão e integração
A missão recente do NPaOc Araguari se insere no contexto mais amplo de atuação da Marinha do Brasil no Atlântico Sul. Ao garantir o suporte logístico a bases isoladas, a instituição cumpre sua tripla missão constitucional: defender, fiscalizar e integrar. A presença contínua no mar reafirma o compromisso com a defesa dos interesses marítimos e com o apoio às comunidades científicas e costeiras.
Além da relevância operacional, a escala do navio em Maceió fortalece o vínculo institucional com a sociedade local, por meio de visitas, interações com autoridades e ações de aproximação. O Araguari, que leva o nome do município mineiro de Araguari (MG), simboliza a força de uma Marinha que, ao patrulhar o mar, também constrói pontes com a sociedade brasileira.
