Morre um dos trigêmeos de adolescente de 16 anos internada no HU
Mãe deu à luz a três bebês prematuros na terça-feira de carnaval, mas, sem leitos, teve dificuldade para conseguir internação de recém-nascidos
Morreu na manhã desta quinta-feira (15) um dos trigêmeos nascidos de forma prematura na última terça-feira (13), no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPPA). Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Universitário (HU), em Maceió.
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Procurada, a assessoria do HU confirmou o óbito, mas disse que a causa da morte só será divulgada ao final do dia, após reunião da direção do hospital.
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AGazetaweb entrou em contato com Thácia Simone, amiga da família, que afirmou que o bebê, que pesava menos de 1 kg, já apresentava risco de morte ainda na barriga da mãe, o que forçou o parto prematuro.
Ainda segundo Thácia, que também não soube informar a causa da morte, a mãe Vitória Santos, de apenas 16 anos, passa bem. Já o quadro de saúde dos outros dois bebês, ainda segundo a amiga, é considerado estável.


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Falta de leitos
Os trigêmeos nascidos prematuros conseguiram vagas na UTI somente no final da tarde dessa quarta-feira (14). Na oportunidade, a família da mãe das crianças chegou a denunciar que o hospital estava sem leitos para receber os recém-nascidos.
De acordo com o sogro da adolescente, Baltazar Teles, a internação dos bebês teria sido negada mesmo depois de a equipe médica ter comunicado a necessidade do procedimento, pois, o quadro de saúde de todos eles inspirava cuidados.
Esclarecimentos
Em nota encaminhada à imprensa no final da tarde desta quinta-feira, a assessoria do Hospital Universitário não esclareceu as causas que levaram ao óbito do recém-nascido, mas justificou que, apesar da superlotação no dia do atendimento, os trigêmeos foram assistidos em suas demandas no Centro Obstetrício, onde aguardaram por 24h até serem encaminhados à UTI neonatal.
O órgão disse ainda que "o problema da falta de leitos da UTI neo natal não é só do HUPAA, visto que existe um sistema municipal de regulação de vagas inter-hospitalares, o CORA, e que o mesmo foi acionado quando do nascimento dos recém-nascidos e estava ciente da situação; entretanto, não havia nenhuma vaga de UTI disponível no município" e que "apesar da gravidade do caso, já presumida desde a indicação da cesariana, o Hospital está prestando toda a assistência necessária".
