Médicos do PAM são transferidos e servidores marcam protesto contra fechamento
Sindicato recolhe assinaturas contra medida após interdição ética no posto
O fechamento para reforma do PAM Salgadinho continua mobilizando os funcionários do local. Nesta quinta-feira (28), representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sindprev) em Alagoas estiveram na unidade para convocar toda a categoria, bem como a população, para participar de um protesto nesta sexta-feira, na Praça Deodoro. Eles também estão recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado que tem o objetivo de impedir o fechamento total do PAM. A mobilização acontece no dia em que os médicos da unidade se reúnem para saber o local para o qual serão realocados.
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Em entrevista, a médica Nadja Tenório Marinho, consultora especial da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), disse que o remanejamento dos profissionais e necessário porque atende a interdição ética determinada pelo Conselho de Medicina.
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"Conversei com alguns médicos e eles concordam com a realocação. É necessário porque o posto precisa fechar para a reforma e os médicos trabalhar ativamente. A situação não vai piorar, pois deve suprir a carência em outros postos", explicou a médica. Ao todo, serão 121 médicos realocados.
O sindicato defende que o fechamento seja parcial, ou seja, que haja reforma, mas que alguns blocos funcionem enquanto outros estão parados.


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"Queremos a reforma, sim, mas de maneira parcial, porque o posto é refêrencia no município e não pode ser fechado por completo. Por isso, amanhã, vamos protestar junto com o Sinmed, Cremal e, às 11h, vamos nos reunir com o desembargador Tutmés Airan, para pedir a Justiça que o Município cumpra o primeiro acordo de conciliação que fez no ano passado, firmando que a cada 30 dias seria entregue um bloco pronto no PAM. Hoje, acompanhamos uma reforma que dura 42 dias para colocar telhados em um bloco só", disse Cícero Lourenço, diretor financeiro do Sindprev.

Sobre os pacientes incluídos no programa DST/Aids, existem quase 6 mil pacientes cadastrados, destes, 3 mil são ativos (HIV/positivo) e estão desesperados, sem saber onde serão atendidos.
"Amanhã, também vamos solicitar à Justiça que determine ao Conselho de Medicina que faça uma fiscalização nos 68 postos que receberão os médicos. Se este posto está sem condições, imagine os demais, pois recebemos a informação de que a situação não anda bem na unidade. Além disso, queremos que as unidades do Estado também sejam alvo de fiscalização", informou Lourenço.
