Marisqueiras ocupam terreno do Colégio Cenecista e pedem moradia
Governo de Alagoas anunciou a construção de moradias dentro do programa 'Minha Casa, minha vida', na localidade

Dezenas de mulheres ocuparam, na manhã desta segunda-feira (8), as instalações do antigo Colégio Cenecista de Maceió, na Rua Barão de Atalaia, no centro de Maceió. As manifestantes, que são marisqueiras e moram na parte alta da cidade, pedem moradias mais próximas à região da lagoa.
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No mês passado, o Governo de Alagoas anunciou a construção de um novo conjunto habitacional, com 160 apartamentos localizados estrategicamente no centro da capital. O residencial faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida.
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As marisqueiras afirmam que, morando longe da lagoa, elas têm dificuldade de trabalhar, já que o sustento delas vêm do sururu.
“Fomos jogadas na região do Sorriso I e estamos nos mobilizando para que nossos direitos sejam garantidos. Estamos há 10 anos morando lá em cima e não temos a oportunidade de ficarmos próximas da mãe lagoa. Entramos com uma ação na Justiça devido a essa exclusão, porque falta escola, creche, saúde, segurança, alimentação adequada para a criança, porque, a mãe sem trabalho, não tem como sustentar. Além disso, muitos estão perdendo o auxílio moradia. Estamos reivindicando o direito de ter uma moradia mais próxima da lagoa”, conta Vânia Texeira.


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“Estamos em um ato de protesto para que eles vejam nossa realidade. São 150 marisqueiras e mais de 300 crianças e muitas sem ir pra escola ou creche. Lá em cima muita gente não conhece o trabalho do sururu, mas é nossa cultura”, completa.
O projeto para a construção do habitacional foi aprovado pelo Ministério das Cidades, no dia 21 de novembro de 2023. A área do antigo Colégio Cenecista pertence ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e foi cedida em comodato à Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (Cnec). No local também funcionou, até o início dos anos 80, a rodoviária de Maceió.
Na última semana, a Justiça determinou, em caráter de urgência, a reintegração de posse do terreno para o Estado, tendo a Cnec que devolver o imóvel, voluntariamente, no prazo de 10 dias.
