Manifestantes bloqueiam rodovia para cobrar respostas sobre sumiço de adolescente de 15 anos
Os manifestantes utilizam fogo e galhos de árvores para bloquear um trecho da AL-101 Norte, no bairro de Garça Torta

Mariane Rodrigues
16/04/2025 às 19:02 • Atualizada em 16/04/2025 às 21:39 - há XX semanas
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Devido ao desaparecimento de Ana Beatriz, adolescente de 15 anos, familiares e amigos fizeram uma manifestação na noite desta quarta-feira (16), cobrando respostas sobre o paradeiro dela.
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Os manifestantes utilizaram fogo e galhos de árvores para bloquear um trecho da AL-101 Norte, no bairro de Garça Torta. O trânsito ficou congestionado, mas o protesto foi encerrado por volta das 20h e o fluxo passou a fluir gradualmente no local.
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A adolescente está desaparecida há 12 dias. Uma pessoa suspeita do crime está presa, mas, apesar de buscas terem sido realizadas, ela não foi encontrada.
Uma nova pista foi descoberta, quando um short de banho da vítima foi encontrado próximo à residência do principal suspeito, um homem de 43 anos, que foi preso preventivamente no sábado (12). A jovem está desaparecida desde terça-feira (8), quando embarcou em uma motocicleta por aplicativo com destino à região da Garça Torta.


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De acordo com a advogada da família de Ana Beatriz, Júlia Nunes, a tia da jovem reconheceu um short de banho como sendo de sua sobrinha. A peça foi identificada como um presente dado anteriormente por ela.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Ana Beatriz embarca na motocicleta, auxiliando a polícia a traçar parte do percurso investigado. A jovem costumava deixar a escola por volta das 16h30, mas, naquele dia, saiu cerca de quatro horas antes do habitual, sem informar familiares ou amigos.
Segundo a família, o homem era conhecido da mãe da jovem e frequentava a mesma igreja, embora a proximidade com Ana Beatriz não fosse clara até então. Após ser preso, ele admitiu que já havia tido contato com a adolescente anteriormente — apesar de, em um primeiro momento, ter negado qualquer relação com ela.
Outro ponto investigado é uma movimentação financeira suspeita. Um açougueiro afirmou ter realizado um Pix a pedido do suspeito. Inicialmente, o homem negou ter solicitado o pagamento, mas depois confirmou. A família também considera suspeita a coincidência entre o local de destino da corrida de aplicativo feita por Ana e a chácara onde o suspeito mora — áreas que estariam próximas.
Ana Beatriz é aluna do curso técnico de Eletrotécnica no Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e foi vista pela última vez por volta das 12h47, na Rua Buarque de Macedo, no bairro Poço.