'Maluco Beleza' agita as ruas do Farol com pacientes do Portugal Ramalho
Bloco existe há 28 anos e levou cerca de 500 foliões para desfilar ao redor do quarteirão do hospital
Com o tema 'Mais fortes do que nunca', o Bloco Maluco Beleza, do Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), agitou as ruas do Farol na tarde desta quinta-feira (21), em sua 28ª edição. Formado por pacientes e funcionários da instituição, a festa também contou com a presença da comunidade próxima, ex-pacientes e estudantes da Uncisal. De acordo com os organizadores, cerca de 500 foliões desfilaram ao redor do quarteirão do hospital.
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Sempre marcado para a quinta-feira antes do desfile do Pinto da Madrugada e focado em tratar questões relacionadas à saúde mental, o Maluco Beleza é possível graças ao empenho dos funcionários do hospital e, claro, dos pacientes.
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Mesmo com o engajamento, o bloco correu o risco de não sair neste ano. "Tinha o perigo do bloco não sair tão organizado, visto que a Uncisal está tendo dificuldade de abastecimento. Se não fosse um edital da prefeitura no começo do ano, o bloco sairia com poucos recursos. Os pacientes sempre participavam, mas só ganharam agora há 15 dias, quando saiu o resultado", conta o diretor-geral do Portugal Ramalho, Audenis Peixoto.

Paciente há apenas dois meses, o folião Cristinaldo Soares diz que a festa ajuda no seu tratamento contra a depressão. "Para mim, o bloco dá a sensação de felicidade. Me sinto alegre e eu acho importante desenvolver essas brincadeiras com o pessoal, ajuda bastante".


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Convidadas por uma professora, as estudantes de Enfermagem do oitavo período da Universidade Tiradentes (Unit) se surpreenderam com a cooperação entre os pacientes e funcionários. "Eu notei que eles sempre ficam animados porque não é todo dia que essa diversão acontece. É uma espécie de incentivo e motivação para eles, e ainda mostra para a comunidade que eles não são diferentes de ninguém", defende Débora Danielle, de 25 anos.
Além de aproveitar a festa, a estudante Kássia Katielle, de 23 anos, aproveitou a experiência como um objeto de estudo. "Foi bom para analisar como é a convivência entre eles. Saber como se comportam com festividades como o carnaval. Eu fiquei surpresa com o tanto que eles são companheiros e alegres uns com os outros", relata a estudante.
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