Mãe dá à luz na recepção do Hospital da Cidade e bebê não resiste após ser levado à UTI
Morgana Lopes, de 21 anos, chegou à unidade com 24 semanas de gestação e fortes dores; segundo familiares
Um bebê prematuro morreu após nascer na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, nessa segunda-feira (3). A mãe da criança, Morgana Lopes, de 21 anos, chegou à unidade com 24 semanas de gestação e relatando fortes dores, segundo familiares.
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De acordo com Alex, pai de Morgana e avô da criança, a jovem procurou atendimento médico, mas o quadro teria se agravado enquanto aguardava assistência. Segundo o relato da família, após cerca de uma hora de espera, ela entrou em trabalho de parto na recepção do hospital.
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Ainda conforme Alex, durante o nascimento, o bebê chegou a cair no chão da recepção. A criança, identificada como Nícolas Ravi, foi levada às pressas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e morreu ainda na segunda-feira.
A mãe permanece internada. Segundo o avô, a previsão é de que Morgana seja liberada nesta terça-feira (4) para acompanhar o velório e o sepultamento do filho.


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“Creio que vai ser liberada hoje porque vamos fazer o velório e sepultamento da criança. A criança caiu lá no chão da recepção, levaram ele às pressas para a UTI e faleceu”, relatou Alex.
A família questiona o atendimento prestado à jovem e afirma que ela chegou à unidade com fortes dores antes do parto.
Procurado pela Gazetaweb, o Hospital da Cidade informou que Morgana deu entrada na maternidade na tarde de segunda-feira (3), foi acolhida e passou pelos procedimentos de atendimento e avaliação previstos nos protocolos da unidade. Segundo o hospital, a maternidade contava com equipe completa de plantão no momento da ocorrência.
A unidade afirmou que, conforme os registros iniciais, a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto durante o processo de triagem. O hospital também informou que a paciente continua internada, recebendo acompanhamento da equipe multiprofissional, e que a família está sendo assistida pelo Serviço Social e por atendimento psicológico.
O Hospital da Cidade comunicou ainda que abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso e adotou medidas administrativas cabíveis.
