Maceió tem em 2017 o inverno mais longo dos últimos 30 anos
Sem trégua nas precipitações mesmo com a chegada da primavera, população e prefeitura acumulam prejuízos
Maceió registrou em 2017 o inverno mais longo dos últimos 30 anos, acumulando grandes prejuízos desde o último dia 21 de maio. Foram sete mortes e um desaparecimento, além de desabamento de casas, barreiras e o transbordamento de rios. Ao contrário do que se esperava, nem mesmo a primavera, iniciada oficialmente no dia 22, foi capaz de interromper as chuvas na capital.
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Como resultado, a população segue amargando transtornos e a Prefeitura, prejuízos, já que fica impedida de realizar um serviço mais amplo de recuperação da cidade. A água acumulada nas vias impossibilita a fixação do asfalto e qualquer serviço feito na chuva, que não paliativo, representa desperdício de tempo e de recursos públicos.
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De acordo com o prefeito Rui Palmeira, com a chegada dos dias de sol, a Prefeitura vai iniciar, já na próxima semana, um grande programa para recuperar 50 vias em toda Maceió. "Iniciamos um grande trecho na Avenida Buarque de Macedo e já a partir da próxima semana vamos executar obras em outras importantes vias, que serão totalmente recuperadas para melhorar a mobilidade da população maceioense", ressaltou.
Diariamente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanização (Seminfra) realiza uma intensa ação de recuperação em diversos bairros de Maceió, com uma média 10 equipes em vários bairros e localidades. "Estamos trabalhando, fazendo o que é possível mesmo com chuva. São quatro meses com chuvas intensas e o trabalho de recuperação emergencial e paliativa, principalmente na malha viária, vem sendo feito diariamente", acrescentou Rui.


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Chuvas
No dia 21 de maio tiveram início as chuvas em Maceió, que se estendem praticamente até hoje, tendo curtos períodos secos, causando grandes danos à capital. Os dias que antecederam o dia 27 de maio foram bastante chuvosos com pluviometria acumulada registrada de 349,8 mm, quase o total esperado para todo o mês de maio, que era de 382,2 mm.
Os maiores volumes registrados, foram nos dias 26 e 27 de maio, 112 mm e 130 mm, respectivamente, quando chegaram diversas ocorrências como deslizamentos com soterramento (sete vítimas fatais confirmadas e um desaparecido), desabamentos de casas, quedas de árvores e vários pontos alagados, além do transbordamento do Rio Jacarecica, Lagoa Mundaú e Rio Pratagy, causando inundações aos bairros próximos as suas margens. Somente em maio, foram contabilizadas 3.024 pessoas desalojadas, 258 pessoas desabrigadas e 507.200 pessoas afetadas por conta dos deslizamentos e inundações decorrentes dos grandes volumes pluviométricos registrados no dia 27 de maio.
As localidades mais atingidas encontram-se distribuídas em sete complexos de risco: Complexo Benedito Bentes, Complexo Tabuleiro, Complexo Chã da Jaqueira, Complexo Lagoa Mundaú, Complexo Baixo Reginaldo, Complexo Alto Reginaldo, Complexo Litoral Norte. A Grota da Cicosa e a Grota do Pau D'Arco foram as áreas que registraram os maiores deslizamentos, com desabamento total de residências e vítimas fatais.
