Maceió perde seis posições no ranking de competitividade, aponta estudo

Levantamento do CLP mostra que nos quesitos acesso à educação e à saúde, a capital alagoana recuou 14 posições

O Centro de Liderança Pública (CLP) divulgou neste mês o Ranking de Competitividade dos Municípios. Os números colocam Maceió na 230° colocação geral, após cair seis posições em relação a 2021. Barueri (SP) foi eleito, pelo terceiro ano seguido, o município mais competitivo do Brasil.

O levantamento mostra que no quesito acesso à educação a capital alagoana recuou 14 posições, bem como no quesito acesso à saúde, que também teve recuo de 14 posições. A capital de Alagoas é apenas a 13° cidade mais competitiva do Nordeste, perdendo para Sobral (CE), Campina Grande (PB), Caruaru (PE) e Petrolina (PE) que nem são capitais.

O Ranking de Competitividade dos Municípios é uma ferramenta que está na terceira edição e que visa apoiar os líderes públicos brasileiros nas tomadas de decisão, com foco na melhoria da gestão das cidades.

A terceira edição do Ranking de Competitividade dos Municípios analisa o total de 415 municípios brasileiros (7,45% do universo de municípios), representando os municípios do país com população acima de 80 mil habitantes de acordo com a estimativa do IBGE para o ano de 2021. Em relação à edição anterior do estudo 4 novos municípios passaram a compor o levantamento: Viana (ES), Ibiúna (SP), Telêmaco Borba (PR) e Caçador (SC). Em conjunto, os 415 municípios em análise correspondem a 59,96% da população brasileira (127,91 milhões de habitantes).

Como resultado, a terceira edição do Ranking de Competitividade dos Municípios é composta por 65 indicadores, organizados em 13 pilares temáticos e 3 dimensões: instituições, sociedade e economia.

Cidades do Sul e Sudeste encabeçam as 20 primeiras posições do ranking. De modo isolado entre alguns pilares, há destaques para Sobral, no interior do Ceará, que é líder na qualidade na educação. Breves, no Pará, Coari, no Amazonas, e a mesma Sobral ocupam o pódio em meio ambiente. E Sinop, no norte de Mato Grosso, está entre as três melhores colocadas no pilar educação.

As cidades que mais avançaram no ranking entre na edição deste ano são de São Paulo. São Sebastião, no litoral norte, passou da 175.ª posição para a 60.ª. Rio Claro, no centro-norte, subiu 103 posições, alcançando a 117.ª colocação. E Cruzeiro, no Vale do Paraíba, foi do 295.º para o 204.º lugar. Elas tiveram avanços nas três dimensões do ranking: economia, instituições e sociedade.

O município de Barueri (SP) se destacou como o mais competitivo do país, seguido por São Caetano do Sul (SP), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Vitória (ES) e Curitiba (PR). O município que mais cresceu em relação ao levantamento de 2020 foi Macaé (RJ), subindo da 264ª para a 133ª colocação.

Em São Paulo, as cidades de Ourinhos e Mairiporã também apresentaram crescimento relevante. A primeira, foi da 148ª para a 84ª colocação, enquanto a outra foi da 269ª para a 210ª posição. Fora do eixo Sul-Sudeste, as cidades que mais apresentaram evolução são do estado de Roraima: Ji-Paraná, que saiu da 282ª para a 196ª, e Vilhena, que foi da 306ª para a 250ª posição. Por outro lado, as cinco piores cidades seguem localizadas no estado do Pará, respectivamente: Moju, Breves, Tailândia, Tucuruí e Cametá.

No Nordeste o município mais bem colocado é Recife (PE), na 55ª posição, seguido por Sobral (CE), que aparece na 83ª colocação João Pessoa (PB), antigo líder de desempenho da região Nordeste, sofreu a perda de 37 posições no ranking geral e ocupa agora a 3ª colocação no Nordeste e a 107ª colocação no Brasil.