Laudo aponta que instabilidade no Pinheiro é proveniente da extração de sal-gema
Danos na superfície são agravados pelos efeitos erosivos pelo acúmulo de água na região
A instabilidade do solo nos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange, em Maceió, foi provocada pela extração de sal-gema. É o que mostra o relatório da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM - Serviço Geológico do Brasil), divulgado durante audiência pública, na manhã desta quarta-feira (8), no auditório da Justiça Federal.Clique e confira o relatório da CPRM!
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O Serviço Geológico divulgou que o relatório é conclusivo e aponta que está ocorrendo a desestabilização das cavidades provenientes da extração de sal-gema, provocando um fenômeno chamado halocinese (movimentação do sal) e criando uma situação dinâmica com reativação de estruturas geológicas antigas, subsidência (afundamento) do terreno e deformações rúpteis na superfície (trincas no solo e nas edificações em parte dos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro.
Leia também
De acordo com o documento, os danos em superfície são agravados pelos efeitos erosivos provocados pelo aumento da infiltração da água de chuva em fraturas/falhas preexistentes, bem como por novas fraturas produzidas pelo afundamento. Este processo erosivo é acelerado pela existência de áreas de alagamento e a falta de uma rede de drenagem pluvial e de saneamento básico adequados.
A divulgação do laudo técnico foi apresentada pelo assessor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Thales Queiroz Sampaio. Ele disse que, pelo menos, há 10 anos a região do Pinheiro vem sofrendo com a instabilidade no solo, problema que se agravou a partir de maio de 2017. O bairro vem se movimentando desde então.


CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26

Aproximação existe, mas anúncio de aliança entre JHC e Alfredo Gaspar segue pendente

Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro
Os técnicos descartaram, de início, duas possibilidades para que o problema acontecesse naquela região: características geotécnicas no bairro com ocupação desordenada. No caso da primeira, Thales informou que o Pinheiro não foi ocupado de forma ordenada, não tem saneamento básico e nem drenagem, mas nada disso explica o que está acontecendo lá.
Segundo ele, um professor da Ufal fez vários trabalhos para segurar algumas edificações e isso não resolveu o problema. "Não pode ser associada ao processo de subsidência, inclusive. O bairro assume um caráter importante devido aos fortes efeitos erosivos provocados pelo aumento e rapidez da infiltração de chuva".
Outra hipótese descartada foi a extração de água subterrânea na localidade. De acordo com o laudo, o Pinheiro nunca esteve numa área crítica que pudesse ser considerada superexploração de água. "Mas o aquífero do Pinheiro suporta essa exportação de água. Tantos os níveis estáticos quantos os dinâmicos estão se recuperando desde que houve essa providência de diminuir a exportação de água em Maceió", explicou o técnico.























