IMA vai notificar Porto de Maceió para que explique descarte irregular no mar

Técnicos também foram vistoriar a área após denúncia publicada pela Gazetaweb

Após reportagem publicada pela Gazetaweb que mostra o flagrante em vídeo de caminhões-tanque supostamente descartando substâncias tóxicas e inflamáveis diretamente no mar, na área do Porto de Maceió, técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) vistoriaram a área denunciada. A equipe também vai notificar o órgão federal, nesta quarta-feira (21), para que relate o fato.
A assessoria de comunicação do IMA em Alagoas informou que os técnicos foram ao Porto, no fim da tarde dessa terça-feira (20), com a intenção de constatar a denúncia encaminhada ao portal. Com a maré muito alta, a coleta de uma amostra da água no trecho apresentado nas imagens gravadas não foi possível. Se o descarte irregular realmente aconteceu, a força das ondas fez com que os produtos se dissipassem.
Ainda conforme o órgão ambiental, a notificação ao Porto de Maceió será enviada para que seja apresentado um relatório circunstanciado dos efluentes encontrados na área. Um prazo também será estipulado para que o documento seja encaminhado.
Os vídeos mostram caminhões que transportam combustíveis estacionados no Porto despejando substância espumosa. O internauta que fez a gravação diz que sentia cheiro muito forte de combustível e diz suspeitar que se trata de material tóxico e altamente inflamável. Ele informou, ainda, que tentou denunciar o fato por meio do aplicativo do IMA, mas alega que não conseguiu.
Já o gestor operacional do Porto de Maceió, Paulo Leal, informou que se reuniu com representantes das empresas, que aparecem no vídeo, e fizeram uma vistoria no local. Ele revelou que as equipes não detectaram irregularidades e que, em maio, registrou uma denúncia de que estava sendo descartada LGE, uma substância que produz espuma, mas que não causa danos ambientais à fauna e flora marinhas.
Segundo ele, "não é comum que os veículos sejam lavados no Porto", mas que "pode acontecer de que um caminhoneiro desavisado faça a utilização de produtos".